“Eu sou o pica das galáxias do Brasil agora”, diz Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro negou que tenha apadrinhado um candidato para a Procuradoria-Geral da República - Foto: REUTERS/Sergio Moraes

Resumo de notícia

  • Para o filho do presidente, jornais querem provar que Bolsonaro governa em prol dos interesses da família

  • “Não vão me silenciar”, afirma o senador

“Agora tudo o que acontece no governo cai na minha conta. Eu sou o pica das galáxias do Brasil agora sobre o que acontece no governo”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PSL) em vídeo postado em suas redes sociais na tarde da última quinta-feira (22). Em tom indignado, ele acusa publicações das Organizações Globo de terem “declarado guerra” ao governo Bolsonaro, “dia sim, dia também”.

Agitando edições dos jornais O Globo e Extra, o filho do presidente diz que os veículos querem atribuir a ele decisões do pai de intervir em órgãos como o Coaf, a Receita Federal e a Polícia Federal. O objetivo seria provar que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teria mais interesse em atender aos interesses pessoais do filho do que em melhorar a gestão das instituições públicas. “Esse jornal não é isento”, afirmou.

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Flávio Bolsonaro negou, ainda, que tenha apoiado o nome de Antonio Simões para a Procuradoria-Geral da República, e disse que recebeu vários candidatos à PGR em seu gabinete. Na última quinta-feira, Flávio Bolsonaro declarou também que é natural que o presidente escolha alguém ideologicamente alinhado com ele:

"Parece meio óbvio. Vou botar um petista na PGR? O presidente vai botar um cara do PSOL? É óbvio. Tem alguma coisa de anormal nisso? Vou botar um cara lá que vai trabalhar contra as pautas voltadas para meio ambiente, para segurança pública, para costumes? Não tem sentido", afirmou Flávio.

Para o filho mais velho de Jair Bolsonaro, outra prova da imparcialidade da Globo é o fato de que a condenação por caixa 2 do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), não estava presente na primeira página da edição de O Globo que ele tinha em mãos.

“Não vão me intimidar, não vão me acuar, não vão me silenciar com essas porcarias, essas merdas que estão colocando a meu respeito. Não vão. O governo Bolsonaro vai dar certo, o Brasil vai dar certo”, concluiu o senador.