EUA: 'não é coincidência' que reféns do EI vistam trajes cor laranja

Manifestantes vestidos de laranja, como os prisioneiros de Guantánamo, protestam durante a Comissão das Forças Armadas do Senado, em Washington, DC, no dia 5 de fevereiro de 2015

O Pentágono acredita que não é coincidência que o grupo Estado Islâmico (EI) vista os reféns que vai executar com uniformes de cor laranja, semelhantes aos que os EUA utilizam nos presos de Guantánamo, disse nesta quinta-feira um alto funcionário, ao defender o fechamento da prisão no Congresso.

Brian McKeon, ligado ao secretário da Defesa, recordou que o presidente Barack Obama classificou há um tempo atrás o fechamento da prisão localizada em Cuba como um "imperativo de segurança nacional" em razão de seu "uso por parte dos extremistas violentos para provocar as populações locais".

"Não é coincidência que os vídeos recentes do EI mostrem a brutal morte de um piloto jordaniano queimado vivo e a execução selvagem de um refém japonês, ambos com um uniforme laranja, geralmente conhecido como o símbolo do centro de detenção de Guantánamo", declarou McKeon diante da Comissão das Forças Armadas do Senado.

Todas as vítimas dos jihadistas do EI até o momento foram mostradas vestidas de laranja antes de sua execução. Esta vestimenta foi utilizada pelos primeiros homens presos em Guantánamo em 2002, mas atualmente é reservada aos detentos desobedientes.

Várias pessoas vestidas de laranja interromperam a audiência dedicada ao futuro da prisão, organizada pouco antes de os senadores apresentarem um projeto de lei para bloquear a libertação de presos de Guantánamo e o fechamento da prisão.

Nicholas Rasmussen, diretor do Centro Nacional Contra Terrorismo, disse ainda que Guantánamo serve como ferramenta de propaganda 'jihadista'. Os serviços de Inteligência constataram a presença significativa de alusões à prisão inaugurada pelo ex-presidente George W. Bush na propaganda jihadista do EI e de outros grupos extremistas, explicou.