EUA acompanha de perto nova variante do coronavírus que se propaga no Reino Unido

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Caixas contendo a vacina Moderna preparadas para serem enviadas no centro de distribuição McKesson em Olive Branch, Mississippi, em 20 de dezembro de 2020

Os Estados Unidos observam "com muito cuidado" a variante do vírus que se propaga no Reino Unido, disseram autoridades da saúde, observando que a proibição de viagens para aquele país não está em discussão neste momento.

Moncef Slaoui, consultor da operação de logística "Warp Speed" do governo para comprar e distribuir vacinas contra a covid-19, disse à CNN que "ainda não se sabe" se esta variante do vírus está presente no país.

Estamos "examinando isso com muito cuidado" em conjunto com os Institutos Nacionais de Saúde e os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, disse ele.

No momento, nenhuma cepa do vírus parece ser resistente às vacinas disponíveis, ressaltou.

"Esta variante específica no Reino Unido, acredito, é muito improvável de ter escapado da imunidade da vacina", disse Slaoui.

"Não acho que haja motivo para alarde neste momento", concordou o almirante Brett Giroir, o oficial que supervisiona os testes de coronavírus nos Estados Unidos, quando questionado pela rede ABC.

Ele também estimou que por enquanto não é necessário suspender os voos do Reino Unido, como vários países europeus fizeram.

Slaoui afirmou à CNN que quase oito milhões de vacinas serão distribuídas nos Estados Unidos na segunda-feira: dois milhões de doses do imunizador da Pfizer/BioNTech e 5,9 milhões da Moderna.

Os comentários de Slaoui vieram após reclamações de alguns estados sobre atrasos no recebimento da vacina da Pfizer/BioNTech, um atraso pelo qual o general Gus Perna, que supervisiona a operação Wrap Speed, se desculpou no sábado.

"Vamos trabalhar e aprender com os nossos erros", disse Slaoui. O governo espera que 20 milhões de pessoas sejam vacinadas até o final do ano ou na primeira semana de janeiro.

O vice-presidente Mike Pence já foi vacinado publicamente e o presidente eleito Joe Biden o fará na segunda-feira. Já o presidente Donald Trump não indicou se será vacinado.

Preocupado com o ceticismo de muitas pessoas sobre as vacinas, Giroir encorajou Trump a se inocular para o bem de sua saúde "e também para construir mais confiança entre as pessoas que o seguem tão de perto".

Mas o encarregado de Saúde Pública Jerome Adams disse à CBS que, por causa dos anticorpos que Trump recebeu quando contraiu a covid-19, "esse é realmente um cenário em que dizemos às pessoas que talvez devam esperar para receber a vacina".

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