EUA acusa exército birmânico de 'golpe de Estado' e vai reduzir ajuda

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Soldados bloqueiam o acesso ao Parlamento em Naypyidaw após o golpe de Estado em Mianmar

Washington determinou formalmente nesta terça-feira (2) que o Exército de Mianmar realizou um golpe de Estado, o que vai provocar uma redução da ajuda americana ao país asiático.

Funcionários do Departamento de Estado anunciaram a decisão, que será em grande parte simbólica já que quase toda a ajuda dos Estados Unidos se dirige a grupos não governamentais, que não serão afetados.

"Após uma cuidadosa revisão dos fatos e das circunstâncias, avaliamos que Aung San Suu Kyi, a líder do partido governante de Mianmar, e Win Myint, o chefe de governo devidamente eleito, foram derrubados em um golpe militar", disse um funcionário do Departamento de Estado.

"Continuamos pedindo aos líderes militares birmânicos que os liberte, assim como todos os outros líderes políticos e da sociedade civil detidos, de forma imediata e incondicional", afirmou.

O Exército já estava submetido a sanções americanas pela sua brutal campanha contra a minoria dos rohingyas.

Sob condição de anonimato, o funcionário disse que Washington manterá os programas humanitários, inclusive para os rohingyas. Mas "também empreenderá uma revisão mais ampla" da assistência a Mianmar, disse.

O presidente Joe Biden, em uma contundente declaração na segunda-feira, disse que Estados Unidos consideraria voltar a impor sanções ao país, que foram levantadas durante sua transição de uma década para a democracia.

Washington contribuiu com 1,5 bilhão de dólares para Mianmar desde 2012 para apoiar a democraciam, a paz interna e as comunidades afetadas pela violência, segundo o Departamento de Estado.

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