EUA acusa o Irã de ataque contra petroleiro e promete resposta "apropriada"

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Porta-aviões 'USS Ronald Reagan', fragata da Marinha francesa 'FS Languedoc' e destroier de mísseis guiados 'USS Halsey' no Mar Arábico, em 25 jul. 2021

Os Estados Unidos acusaram, neste domingo (1), o Irã pelo ataque letal contra um petroleiro dirigido por um magnata israelense na costa de Omã, algo que Teerã nega.

"Depois de revisar as informações disponíveis, estamos convencidos de que o Irã realizou este ataque", disse o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em um comunicado.

O petroleiro "Mercer Street" foi atacado com um drone na quinta-feira no norte do Oceano Índico, em uma operação que matou dois membros de sua tripulação.

"Estamos trabalhando com nossos parceiros para considerar nossos próximos passos e consultar governos dentro e fora da região sobre uma resposta apropriada", acrescentou Blinken.

Reino Unido também informou no domingo que acredita que o Irã deliberadamente realizou o ataque em "uma clara violação do direito internacional".

O Irã negou seu envolvimento nesta ação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, disse que Israel "deve parar com essas acusações sem fundamento".

"O Irã não hesitará por um momento em defender seus interesses e segurança nacional", disse ele em coletiva de imprensa.

O grupo britânico Dryad Global, especializado em segurança marítima, referiu-se ao ataque ao petroleiro como "represálias da guerra nas sombras" entre Irã e Israel.

O mar de Omã está localizado entre o Irã e Omã e ali está o estratégico Estreito de Ormuz, por onde transita grande parte do petróleo mundial e onde está presente uma coalizão liderada pelos Estados Unidos.

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