EUA acusa três hackers iranianos por ataques em larga escala

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (14) acusações contra três hackers iranianos que atacaram centenas de entidades de vários países, entre elas um hospital de crianças e um centro de atendimento a vítimas de violência doméstica.

Mansour Ahmadi, Ahmad Khatibi Aghda e Amir Hossein Nickaein foram acusados de executar ciberataques nos EUA, Reino Unido, Israel e Rússia, mas também no Irã, segundo documentos judiciais.

Os documentos não mencionam nenhum vínculo com o governo iraniano e o FBI afirma que o objetivo desses ataques, realizados entre outubro de 2020 e agosto de 2022, era enriquecimento pessoal.

De acordo com os departamentos de Estado e do Tesouro, porém, eles fazem parte de um grupo de hackers “afiliados aos Guardiões da Revolução”, o poderoso exército ideológico iraniano.

Os dois departamentos também anunciaram sanções para o trio, além de outros sete iranianos e duas empresas do país.

O departamento de Estado ofereceu uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações que permitam localizá-los. Os três estariam no Irã, segundo um funcionário que pediu anonimato.

Washington os acusa de ataques a redes informáticas em todo o mundo. Nos Estados Unidos, seus alvos foram governos locais, um abrigo de vítimas de violência doméstica, um hospital de crianças em Boston, firmas de contabilidade e companhias de eletricidade.

Os hackers aproveitavam as vulnerabilidades dos sistemas de criptografia de dados usados pelas vítimas, sequestravam as informações e exigiam dezenas de milhares de dólares para devolvê-las.

Algumas aceitaram, como o abrigo de mulheres da Pensilvânia que pagou 130 mil dólares para evitar a divulgação de seus dados.

“Eles se dedicavam a um padrão de hackeamento, ciber-roubo e extorsão sobretudo para ganhos pessoais”, comentou o diretor do FBI, Christopher Wray, em um vídeo publicado no site do órgão.

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