Johnson: Londres tem evidências que Rússia desenvolveu e armazenou Novichok

(Corrige segundo parágrafo)

Londres, 18 mar (EFE).- De acordo com o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, o governo britânico tem "evidências" que indicam que a Rússia "desenvolveu e armazenou" Novichok, o agente nervoso usado para envenenar o ex-espião russo Sergei Skripal e a sua filha, Yulia.

Em entrevista à "BBC", Johnson afirmou neste domingo que nos últimos dez anos o governo britânico coletou provas que testemunham que "a Rússia não só esteve investigando a entrega de agentes nervosos para os propósitos de assassinato, mas também esteve criando e armazenando Novichok".

O político confirmou também que um grupo de especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas - organização irá na segunda-feira a Salisbury, a cidade inglesa onde ocorreu o envenenamento, para fazer testes sobre a toxina.

Esse componente químico altamente nocivo foi utilizado no último dia 4 para envenenar os Skripal, fato do qual o governo de Theresa May responsabiliza o Kremlin de Vladimir Putin, e que derivou uma grave crise política e diplomática entre ambos.

Johnson garantiu que o Reino Unido fará "todo o possível para ajudar a chegar ao fundo" do assunto e esclarecer as circunstâncias, mas expressou dúvidas se "ter investigadores russos envolvidos" pode realmente ajudar.

O Reino Unido se encontra "no ponto de mira do Kremlin" porque "desafiou em repetidas ocasiões" a Rússia, segundo opinou na mesma entrevista. Outros países, como Estados Unidos, Alemanha, França e os Países Bálticos experimentaram no passado "interferências e comportamento maligno e perturbador por parte da Rússia", acrescentou. EFE