EUA "ainda não estão a salvo" enquanto pandemia se aproxima dos 500 mil mortos no país

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WASHINGTON (Reuters) - Apesar da recente queda no número de casos de Covid-19, os Estados Unidos se preparam para enfrentar na próxima semana a importante marca de meio milhão de mortes pela doença, quase um ano após a pandemia do novo coronavírus assolar o país com crises sanitária e econômica ao mesmo tempo.

Embora o número de casos de Covid-19 tenha recuado pela quinta semana consecutiva e autoridades estejam correndo para imunizar a população, a nação se prepara para em breve chegar aos 500 mil mortos pela doença respiratória altamente contagiosa.

"Não é como nada que tenhamos visto nos últimos 102 anos desde a pandemia de influenza de 1918... É realmente uma situação terrível pela qual passamos - e ainda estamos passando," disse o doutor Anthony Fauci, conselheiro médico de Covid-19 para a Casa Branca e principal especialista em doenças infecciosas do país, ao programa da CNN "State of the Union" neste domingo.

A Casa Branca disse que fará uma homenagem às vítimas, mas não apresentou um comentário no domingo sobre os planos. O presidente Joe Biden homenageou no mês passado as mortes por Covid-19 na véspera de sua posse com uma cerimônia ao pôr-do-sol na piscina refletora do Memorial Lincoln.

Biden irá usar "sua própria voz e plataforma para tomar um momento para lembrar as pessoas cujas vidas foram perdidas, as famílias que ainda estão sofrendo... no que ainda é um momento difícil neste país", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, a jornalistas na sexta-feira.

Mais de 28 milhões de casos de Covid-19 atingiram os Estados Unidos e 497.862 pessoas morreram pela doença, mesmo com a média diária de mortes e hospitalizações caindo para os níveis mais baixos desde os feriados de Ação de Graças e Natal.

O vírus tirou um ano inteiro da expectativa de vida média nos Estados Unidos, a maior queda desde a Segunda Guerra Mundial.

Embora a queda "seja ótima... ainda estamos em um nível muito alto", disse Fauci em entrevista separada no programa "Meet the Press" da rede NBC News. "Queremos colocar a linha realmente lá embaixo antes de começarmos a pensar que estamos a salvo".

Fauci disse à CNN que os americanos ainda poderão precisar de máscaras em 2022 mesmo com outras medidas para conter a propagação do vírus fiquem mais afrouxadas e enquanto as vacinas são distribuídas, e elas poderão precisar de uma dose extra dependendo de como as variantes do vírus aparecerem.

Menos de 15% da população norte-americana recebeu pelo menos uma dose da vacina, com quase 43 milhões tendo recebido pelo menos uma dose e 18 milhões recebendo a segunda, mostram as estatísticas dos EUA.

(Por Linda So, Michael Martina, Nandida Bose; reportagem adicional de Will Dunham)