EUA ajudarão Brasil a implementar medidas pelo clima, diz John Kerry na COP26

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.08.2013 - O enviado especial de clima dos Estados Unidos, John Kerry, durante evento em Brasília em 2013. (Foto: Alan Marques/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.08.2013 - O enviado especial de clima dos Estados Unidos, John Kerry, durante evento em Brasília em 2013. (Foto: Alan Marques/Folhapress)

GLASGOW, ESCÓCIA (FOLHAPRESS) - O enviado especial de clima dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou à reportagem na COP26, em Glasgow, que o Brasil está engajado no diálogo com os americanos.

Questionado sobre a conversa com um governo alinhado à administração americana anterior, de Donald Trump, Kerry respondeu, entre os corredores da conferência, que "o que temos conversado é sobre senso comum, sobre fatos".

Ele destacou o nome do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que assumiu o lugar de Ricardo Salles no fim de maio. "Leite tem sido bastante atencioso conosco", disse.

"Agora a expectativa é de implementação. É preciso fazer o que se diz que vai fazer, e vamos ajudar o Brasil nisso", concluiu.

Chefiada por Leite, a delegação brasileira vem à COP26 com o objetivo de resgatar a credibilidade internacional, abalada pelos recuos nas políticas ambientais, na cooperação internacional e no controle do desmatamento.

Nos últimos dois dias, o país aderiu a dois acordos que havia se recusado a assinar no passado --a declaração de florestas e o compromisso global sobre metano. Segundo líderes americanos, a estratégia de convencimento para os acordos climáticos é conectá-los à agenda econômica, priorizando os negócios com os países signatários.

Em evento no estande americano da COP26, Kerry apresentou a iniciativa Net Zero World, de financiamento da transição energética em países em desenvolvimento.

"Os países usam energia fóssil porque pensam que não há alternativa, até que nós vamos lá e apoiamos a transição", discursou.

"Assim como o presidente Kennedy havia dito 'vamos à Lua, não porque é fácil, mas porque é alto', nós vamos fazer isso porque é alto."

O ex-secretário de Estado da gestão Obama também reconheceu que os planos atuais são insuficientes para manter o patamar climático mais seguro, de até 1,5ºC de aquecimento. "Estamos aquém do que o mundo precisa, mas não somos incapazes", afirmou.

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