EUA alerta Rússia sobre outro possível 'erro grave' na Ucrânia

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Os Estados Unidos alertaram a Rússia nesta quarta-feira (10) para que não cometa outro "erro grave" com a Ucrânia, ao tentar esclarecer os movimentos de tropas de Moscou perto da fronteira dos dois países.

Dando as boas-vindas ao ministro das Relações Exteriores da Ucrânia a Washington, o secretário de Estado, Antony Blinken, disse que os Estados Unidos estão "preocupados com relatos de atividades incomuns na Rússia perto da Ucrânia".

"Não temos certeza sobre as intenções de Moscou, mas conhecemos seu manual", advertiu Blinken em uma entrevista coletiva conjunta.

“Nossa preocupação é que a Rússia possa cometer o grave erro de tentar repetir o que fez em 2014, quando acumulou tropas ao longo da fronteira, cruzou o território soberano da Ucrânia e o fez alegando falsamente uma provocação”, acrescentou.

"Nosso compromisso com a soberania da Ucrânia, sua independência e integridade territorial é férreo, e a comunidade internacional estará ciente de qualquer esforço russo para recorrer a suas táticas anteriores", antecipou Blinken.

A Ucrânia está travada em uma guerra mortal com separatistas pró-Moscou no leste desde 2014, quando a Rússia tomou a península da Crimeia.

A Rússia agiu depois que protestos em massa levaram à destituição do presidente ucraniano, que havia suspendido os esforços para se aproximar da União Europeia.

Em março, a Rússia também deslocou 100.000 soldados para a fronteira com a Ucrânia. Logo retirou suas forças, mas tanto a Ucrânia quanto os Estados Unidos alegaram na época que a retirada era parcial.

- Buscando clareza -

O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, afirmou que a Ucrânia está tentando trabalhar com os Estados Unidos para intensificar suas defesas e "não pretende atacar ninguém".

"A melhor maneira de deter uma Rússia agressiva é deixar claro para o Kremlin que a Ucrânia é forte, mas também que tem aliados fortes que não a deixarão em paz diante da crescente agressividade de Moscou", advertiu Kuleba.

"A agressão russa contra a Ucrânia acabará no dia em que o lugar da Ucrânia como parte do Ocidente for institucionalizado e indubitável", afirmou.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, descreveu a ação da Rússia como "incomum em seu tamanho e escopo".

"Pedimos que a Rússia seja clara sobre suas intenções e cumpra os acordos de Minsk", solicitou, referindo-se aos compromissos de tentar parar os combates dentro da Ucrânia.

Os comentários foram feitos após uma visita incomum a Moscou na semana passada do diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, William Burns, que conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin.

A CNN informou que o presidente Joe Biden enviou Burns, um ex-embaixador dos Estados Unidos em Moscou, para esclarecer a questão do aumento de tropas russas diretamente com o Kremlin.

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