EUA ameaça a China com novas sanções por suas ações em Hong Kong

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Legisladores pró-democracia participam de entrevista coletiva na sede do governo em Hong Kong em 9 de novembro de 2020
Legisladores pró-democracia participam de entrevista coletiva na sede do governo em Hong Kong em 9 de novembro de 2020

Os Estados Unidos advertiram a China nesta quarta-feira (11) com novas sanções por "violar flagrantemente" a autonomia de Hong Kong após a destituição de quatro legisladores pró-democracia.

"As recentes ações de Pequim, que inabilitam legisladores pró-democráticos do Conselho Legislativo de Hong Kong, não deixam dúvidas de que o Partido Comunista Chinês (PCCh) violou flagrantemente seus compromissos internacionais", disse Robert O'Brien, assessor de segurança nacional dos Estados Unidos.

O'Brien acrescentou que Washington continuará "identificando e sancionando os responsáveis por acabar com a liberdade de Hong Kong".

Os Estados Unidos sancionaram na segunda-feira outros quatro funcionários chineses, aos quais acusam de restringir as liberdades em Hong Kong, ao mesmo tempo em que exigiram que a China se responsabilize pela repressão na cidade.

Edwina Lau, chefe da divisão de segurança nacional da polícia de Hong Kong, estava entre os funcionários que foram proibidos de viajar aos Estados Unidos e tiveram congelados os ativos que eventualmente possam ter em seu território.

O anúncio do funcionário da Casa Branca foi uma resposta à expulsão de quatro legisladores pró-democracia de Hong Kong por ordem das autoridades chinesas na cidade.

Em protesto, outros legisladores pró-democracia reagiram dizendo que apresentariam sua renúncia, o que tornaria o Legislativo de Hong Kong uma assembleia de leais a Pequim.

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