EUA anunciam medidas contra discriminação eleitoral

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(Arquivo) O procurador-geral Merrick Garland

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira medidas contra a discriminação eleitoral que afeta as minorias, em meio à tentativa dos republicanos de impor mudanças consideradas prejudiciais aos eleitores negros.

O procurador-geral, Merrick Garland, disse que irá dobrar o número de procuradores que irão garantir o exercício do direito ao voto. Ele afirmou que serão impugnadas leis e práticas que estão sendo propostas localmente no país e que podem dificultar o voto das minorias.

“Estamos examinando as novas leis que visam a impedir o acesso de eleitores, e onde observarmos violações da lei federal não hesitaremos em agir”, alertou. “Também analisamos as leis e práticas atuais, para determinar se as mesmas discriminam eleitores negros ou de outra cor."

Garland destacou que, em muitos lugares, as pessoas que não são brancas têm que enfrentar longas filas para votar, enquanto nas áreas de maioria branca a espera é mínima. Ele indicou que seu departamento irá estabelecer regras para o voto antecipado e pelo correio, reordenar distritos e regular as contagens. As normas serão aplicadas para garantir direitos iguais aos eleitores.

Após a eleição complexa de 2020, Garland alertou que ao menos 14 estados aprovaram leis que tornarão mais difícil participar das eleições. Todas elas foram promovidas por republicanos e levaram à oposição dos democratas.

Os republicanos perderam terreno para os democratas em vários estados onde os eleitores negros votaram em massa.

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