EUA anunciam que deixarão de usar minas antipessoais, exceto na Península Coreana

Os EUA estão proibindo o uso de minas terrestres antipessoais por seus militares em conflitos em todo o mundo, com exceção da Península Coreana, onde são parte integrante das defesas da Coreia do Sul contra um ataque do Norte.

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O anúncio nesta terça-feira ocorre após anos de críticas de grupos de direitos humanos de que os EUA se recusaram a adotar o tratado internacional que proíbe os dispositivos mortais. O Brasil é outro país que não assinou o tratado.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, os EUA estão se juntando à “grande maioria dos países ao redor do mundo” para limitar o uso dos dispositivos, que dizem ter um “impacto desproporcional sobre civis, incluindo crianças, muito depois de os combates terem cessado”.

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A Rússia está entre os países que não concordaram com a proibição de minas terrestres, que estão causando mortes de civis em sua guerra na Ucrânia e tornando inutilizáveis áreas de terras agrícolas.

Os EUA têm um estoque de cerca de três milhões de minas terrestres e trabalharão para destruir aquelas que não são exigidas sob “obrigações do tratado” para proteger a Coreia do Sul, disse Stanley Brown, vice-secretário adjunto de Estado, a repórteres em uma teleconferência.

Os EUA não desenvolverão, produzirão ou adquirirão minas antipessoais e não as exportarão ou transferirão, a menos que estejam relacionadas à detecção, remoção ou destruição, de acordo com a nova política.

“O anúncio dos EUA é bom, mas não o suficiente”, disse Steve Goose, diretor da Human Rights Watch, em comunicado enviado por e-mail. “Os EUA precisam aceitar que a proibição internacional de minas terrestres se aplica a todas as circunstâncias, sem exceção geográfica” para “fortalecer a norma contra essas armas e impedir que sejam usadas no futuro”.

Os EUA forneceram mais de US$ 4,2 bilhões em ajuda a mais de 100 países para destruir minas terrestres antipessoais e outras armas convencionais, segundo a Casa Branca, e também forneceram próteses, outros dispositivos e serviços de reabilitação para mais de 250 mil pessoas afetadas pela explosão de minas em 35 países, por meio de um fundo administrado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, segundo a Casa Branca.

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