EUA aprova uso de tratamento da Regeneron contra a covid-19 após superar os 12 milhões de casos

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UTI do hospital do condado de Van Wert, no estado de Ohio, EUA
UTI do hospital do condado de Van Wert, no estado de Ohio, EUA

Diante do avanço descontrolado da epidemia de covid-19, que infectou 12 milhões de pessoas em seu território, Estados Unidos autorizou o uso de um tratamento da empresa Regeneron, usado antes pelo presidente Donald Trump.

Estados Unidos é, de longe, o país mais enlutado do mundo pelo coronavírus, com 255.800 mortes. A epidemia está fora de controle e o número de novos casos diários disparou (quase 164.000 apenas no sábado) e já supera os 12 milhões de contágios, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Diante desta situação, a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado a aprovação urgente de um coquetel de anticorpos sintéticos da empresa de biotecnologia Regeneron. Este tratamento foi utilizado em Trump, que o promoveu depois de recuperar-se da covid-19 em outubro.

De acordo com a FDA, o tratamento com REGEN-COV2, uma combinação de dois anticorpos fabricados em laboratório, reduz as hospitalizações ou visitas à sala de emergências de pacientes com covid-19 que tenham doenças secundárias ou "comorbidades".

"Autorizar essas terapias com anticorpos monoclonais pode ajudar os pacientes ambulatórios a evitar a internação e aliviar a carga de nosso sistema de saúde", afirmou Stephen Hahn, comissário da FDA.

- "Terapia promissora" -

O presidente da Regeneron, Leonard Schleifer, acrescentou que esta decisão representa "um grande passo no combate à covid-19, já que os pacientes de alto risco nos Estados Unidos terão acesso a uma terapia promissora em uma etapa inicial de sua infecção".

Esses anticorpos imitam o que o sistema imunológico faz depois de contrair a covid-19 ao bloquear a ponta do vírus que lhe permite aderir e penetrar nas células humanas.

Este tratamento é mais eficaz durante a fase inicial do contágio, quando os anticorpos ainda têm a possibilidade de controlar o invasor, e não durante a segunda fase da covid-19, quando o perigo já não é o vírus e sim a reação exagerada do sistema imunológico que ataca os pulmões e outros órgãos.

O tratamento da Regeneron é o segundo com anticorpos sintéticos que recebe a aprovação emergencial da FDA, depois que uma terapia semelhante desenvolvida pela Eli Lilly conseguiu esse status em 9 de novembro.

A empresa recebeu mais de 450 milhões de dólares do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento de tratamentos para combater a covid-19 dentro da operação "Warp Speed" (máxima velocidade), criada por Trump para imunizar a população americana.

A Casa Branca também anunciou no final de outubro a compra de 300.000 doses do tratamento da Lilly por 375 milhões de dólares, a 1,25 dólares a dose.

A autorização concedida à Regeneron é a mais recente das notícias esperançosas na luta contra o coronavírus, depois que os projetos de vacina da Pfizer/BioNTech e da Moderna anunciaram eficácias próximas a 95%.

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