EUA aumenta alerta por possível violência de extremistas antigovernamentais

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Cerca de arame farpado em volta do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira (27) um alerta antiterrorista devido a um "clima de crescentes ameaças" vinculadas a "extremistas violentos", contrários ao governo do presidente democrata Joe Biden.

"Informação sugere que alguns extremistas violentos, movidos pela ideologia, com objeções ao exercício da autoridade governamental e à transição presidencial, assim como por outros agravos alimentados por falsidades, poderiam continuar se mobilizando para incitar ou cometer violência", disse o Departamento em um comunicado.

O alerta emitido diz que a ameaça de um ataque "persistirá nas semanas posteriores à bem sucedida posse presidencial", celebrada em 20 de janeiro, em Washington.

O Departamento informou que não dispõe de "informação sobre um complô específico confiável", mas apontou que "houve distúrbios violentos nos últimos dias" e que está preocupado ante a possibilidade de que "pessoas frustradas" com a mudança do governo "possam continuar a mobilizar um amplo espectro de atores motivados pela ideologia".

Segundo o comunicado, os extremistas violentos criaram ameaças crescentes nos Estados Unidos no último ano, impulsionados pelas restrições impostas pela pandemia de covid-19, a derrota de Donald Trump para Biden nas eleições presidenciais de novembro, a violência policial e a imigração ilegal.

O Departamento de Segurança Interna acredita que estas motivações poderiam continuar existindo nos próximos meses e que a invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, realizado por apoiadores de Trump em 6 de janeiro, poderia animar os extremistas a "visar funcionários eleitos e instalações do governo".

Mais de 150 pessoas, inclusive membros de grupos armados extremistas, foram detidas desde o ataque, qualificado de insurreição pelas autoridades, e que deixou cinco mortos.

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