EUA autoriza uso da vacina Pfizer/BioNTech contra covid-19

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A vacina Pfizer/BioNTech

As autoridades de saúde americanas concederam nesta sexta-feira (11) uma autorização de emergência para a vacina Pfizer/BioNTech contra a covid-19, abrindo caminho para sua distribuição em todo o país, com a promessa do presidente Donald Trump de que a primeira vacinação começará em "menos de 24 horas".

"Estou autorizando o uso emergencial da vacina covid-19 da Pfizer/BioNTech", escreveu Denise Hinton, diretora científica da Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, em uma carta a um executivo da Pfizer.

Logo após a autorização da agência, o presidente Trump disse que a primeira vacina será administrada "em menos de 24 horas", em um vídeo postado no Twitter.

Uma imensa operação logística para distribuição da vacina no país foi lançada imediatamente.

“Por meio de nossa parceria com a FedEx e a UPS, já começamos a enviar a vacina para todos os estados e códigos postais do país”, garantiu o presidente, acrescentando que os governadores decidirão quem será vacinado primeiro em seus estados.

Os Estados Unidos tornam-se o sexto país a aprovar a vacina Pfizer/BioNTech de duas doses, atrás apenas do Reino Unido, Bahrein, Canadá, Arábia Saudita e México.

A decisão chega em um momento em que as infecções no país mais afetado pela pandemia no mundo registraram um novo recorde nesta sexta-feira, com quase 235 mil casos em 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

A aprovação não é apenas uma vitória da gigante farmacêutica americana Pfizer e sua parceira alemã BioNTech, mas também do RNA mensageiro, tecnologia em que se baseia a vacina e que a diferencia das tradicionais (que normalmente se baseiam em em formas enfraquecidas ou inativas de vírus).

A nova tecnologia, em vez disso, dá instruções genéticas às células humanas para produzir anticorpos contra o vírus.

Os Estados Unidos esperam vacinar 20 milhões de pessoas neste mês, contando com a próxima aprovação de uma segunda vacina, a Moderna, que poderá ser anunciada na próxima semana. Esta vacina também é baseada em RNA mensageiro.

Profissionais de saúde e residentes de lares de idosos terão prioridade para receber as primeiras doses.

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