EUA cancelam campanha que prometia imunizar Papais Noéis em troca de promoção da vacina contra a Covid-19

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Os Estados Unidos voltaram atrás no plano que tinha de oferecer antecipadamente a vacina contra o coronavírus aos artistas de Papai Noel em troca deles promoverem o imunizante. A colaboração fazia parte de uma campanha publicitária, que custou US$ 250 milhões (R$ 1,25 bilhões), do governo americano para o insumo assim que ele fosse aprovado.

O cancelamento da campanha foi noticiado em primeira mão pelo jornal Wall Street Jornal. Ao diário americano, o presidente da Ordem Fraternal dos Papais Noéis Barbados, Ric Erwin, disse que considerou a notícia "extremamente decepcionante".

— Essa era nossa maior esperança para o Natal de 2020 e agora parece que isso não vai acontecer — disse Erwin.

Além dos Papais Noéis, também seria imunizados os assistentes que se vestem de elfos. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sigla em inglês) confirmou o cancelamento da campanha.

Segundo o Wall Street Journal, a campanha, que recebeu o título "Anúncios de serviço público e campanha publicitária da Covid-19 para a reabertura dos Estado Unidos", tinha como intenção "derrotar o desespero, inspirar a esperança e alcançar a recuperação nacional". Estavam previstos anúncios de TV, rádio, internet e podcasts, que deveriam começar a circular imediatamente.

A ideia de incluir os atores que se caracterizam como o bom velhinho no Natal partiu de um ex-secretário assistente do departamento de saúde, Michael Caputo. De acordo com o jornal, o funcionário pediu uma licença médica de 60 dias no mês passado, pouco depois de ter publicado um vídeo no Facebook onde acusava cientistas do governo de armarem um complô contra o presidente americano, Donald Trump.

Ainda segundo o Wall Street Journal, Caputo disse a Erwin em agosto que uma vacina seria aprovada em meados de novembro e distribuída aos trabalhadores da linha de frente até o dia de Ação de Graças, que ocorre na última quinta-feira de novembro.

— Se você e seus colegas não são trabalhadores essenciais, não sei o que é — disse Caputo em uma gravação de telefonema. Erwin responde: "Ho! Ho! Ho!”.

Erwin disse ao Wall Street Journal que funcionários da agência de saúde prometeram finalizar o plano em meados de setembro, e quase 100 Papais Noéis já haviam se apresentado como voluntários.