EUA clama por "julgamento justo" para cidadão preso na Venezuela

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Presidente Nicolás Maduro participa de entrevista coletiva em 17 de fevereiro de 2021

O Departamento de Estado pediu nesta segunda-feira (22) que Matthew Heath - um americano detido na Venezuela em setembro de 2020 - receba garantias de um "julgamento justo", em um caso que o governo de Caracas descreveu como de espionagem.

"Pedimos às autoridades venezuelanas que garantam que receba uma audiência pública transparente e justa e que as garantias de um julgamento justo sejam respeitadas", disse o porta-voz da diplomacia americana, Ned Price, no Twitter.

No momento da prisão de Heath, Nicolás Maduro o acusou de ser um espião e afirmou que na época de sua captura ele carregava "armamento pesado".

O presidente venezuelano também afirmou que o objetivo de Heath era causar uma explosão na refinaria "El Palito", no estado de Carabobo (norte).

Os Estados Unidos, que não reconhecem o governo de Maduro, negam que tenha enviado Heath em missão à Venezuela.

Na semana passada, coincidindo com uma audiência marcada para Heath na Venezuela, o congressista republicano Chuck Fleischmann disse que estava "profundamente preocupado" com o processo.

“O regime de Maduro não foi transparente nem aderiu aos padrões internacionais para este caso”, criticou o legislador.

Fleischmann afirmou em janeiro que as acusações contra Heath foram "fabricadas".

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