EUA considera reduzir distanciamento social para um metro

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Círculos marcam o distanciamento social em Nova York

O principal conselheiro do governo dos Estados Unidos para a pandemia disse neste domingo (14) que as autoridades estão considerando reduzir o distanciamento social para um metro, uma medida que mudaria um princípio-chave na luta global contra a covid-19.

O imunologista Anthony Fauci, uma figura amplamente respeitada durante a crise do coronavírus, disse que especialistas dos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) analisam um estudo do Centro Médico Beth Deaconess, em Massachusetts.

Este estudo, publicado na revista médica Clinical Infectious Diseases, não encontrou "nenhuma diferença substancial" nas infecções por covid-19 em escolas que observam distâncias de dois metros e um metro, enquanto todas usavam máscara.

Questionado se isso significava que um metro de distância era suficiente para evitar o contágio, Facuci disse à CNN: "Isso mesmo".

“Os CDC estão cientes de que há dados acumulados que sugerem que um metro de distância é adequado em certas circunstâncias”, acrescentou Fauci.

Embora tenha alertado que os CDC ainda avaliam os dados e conduzem seus próprios testes, o especialista disse que conclusões viriam "em breve".

A regra do distanciamento social de dois metros tem sido uma medida amplamente adotada em todo o mundo para prevenir a disseminação do coronavírus, junto com o uso de máscaras e a lavagem das mãos.

Os diretores de escolas de todo o mundo estão sob pressão para reabrir seus estabelecimentos completamente o mais rápido possível e de forma segura, mas muitos dizem que o distanciamento de dois metros torna isso difícil sem a adição de salas de aula ou a diminuição da jornada escolar. No entanto, sindicatos de professores insistem na manutenção dos dois metros de distância.

A distância de um metro teria um impacto enorme nas perspectivas não só da reabertura total das escolas, mas também dos escritórios e espaços públicos, como as instalações esportivas.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes por covid-19 no mundo, com cerca de 535.000, mas este ano viram o número de casos e as taxas de mortalidade diminuírem.

Essa tendência, junto com o programa de vacinação nos Estados Unidos - que já ultrapassou 100 milhões de doses administradas - gerou um otimismo crescente, disse Fauci.

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