EUA criticam "intimidação" à imprensa nas eleições da Turquia

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O presidente turco votou em Istambul
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Os Estados Unidos expressaram nesta segunda-feira seu desagrado com a "intimidação" contra a imprensa durante as eleições legislativas celebradas na Turquia, das quais o presidente Recep Tayyip Erdogan saiu fortalecido.

Semanas antes de o presidente Barack Obama reunir-se com Erdogan na Turquia, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que Washington está "profundamente preocupado que a imprensa e os jornalistas críticos ao governo (turco) tenham sido alvo de pressões e intimidação durante a campanha".

O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) de Erdogan recuperou no domingo a maioria absoluta, perdida em junho, no Parlamento turco.

"Os Estados Unidos felicitam o povo turco por sua participação nas eleições", destacou Earnest, que esclareceu que os EUA estavam cientes sobre o relatório dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Apesar de elogiarem "o amplo espectro político" oferecido aos eleitores turcos, os observadores opinaram que a violência "dificultou as possibilidades de que os candidatos realizassem uma campanha livre", sobretudo no sudeste do país de maioria curda. A OSCE condenou também o intervencionismo do governo de Erdogan "na autonomia editorial dos meios de comunicação".

"Tanto em privado como publicamente expressamos nossas inquietudes em relação à liberdade de imprensa, de expressão e à liberdade de reunião", acrescentou o porta-voz do governo americano.

As preocupações em relação à liberdade de imprensa já eram consideráveis antes das eleições, depois que, na semana passada, a Polícia invadiu as instalações de duas redes de televisão em Ancara e Istambul críticas a Erdogan.

As eleições também aconteceram como o pano de fundo de uma campanha militar contra os rebeldes curdos no sudeste da Turquia e no norte do Iraque.

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