EUA criticam medida da China para alterar sistema eleitoral de Hong Kong

Humeyra Pamuk e David Brunnstrom
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Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

Por Humeyra Pamuk e David Brunnstrom

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos condenou nesta quinta-feira as medidas da China para alterar o sistema eleitoral de Hong Kong e prevê conversas "difíceis" com os principais diplomatas do governo de Pequim na semana que vem, quando a questão do genocídio que Washington acusa a China de cometer contra uma minoria muçulmana será abordada pelos representantes norte-americanos.

A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki disse que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, não irão ficar em silêncio no encontro com os diplomatas chineses no Alaska, nos dias 18 e 19 de março, "seja sobre Taiwan, ou (...) sobre as iniciativas para retroceder a democracia em Hong Kong, ou por preocupações que tenhamos sobre as relações econômicas".

"Abordar o genocídio contra os muçulmanos uighurs é algo que será um tópico de discussão com os chineses diretamente na semana que vem", acrescentou ela.

A China rejeita as acusações dos Estados Unidos de que cometeu genocídio contra os uighurs e outros muçulmanos na região de Xinjiang e classifica as críticas sobre seu comportamento em relação a Hong Kong e a Taiwan, que tem governo próprio, como uma interferência injustificada em seus assuntos internos.

O parlamento chinês aprovou nesta quinta-feira uma decisão preliminar para alterar o sistema eleitoral de Hong Kong, reduzindo ainda mais a representação democrática nas instituições da cidade e introduzindo um mecanismo para verificar a lealdade de políticos ao governo de Pequim.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Ned Price chamou as mudanças de "um ataque direto à autonomia de Hong Kong, às suas liberdades e processos democráticos".

(Reportagem de Humeyra Pamuk, Simon Lewis, Daphne Psaledakis e David Brunnstrom)