EUA dá à Huawei licenças para comprar chips de automóveis, dizem fontes

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Logotipo da Huawei em frente a unidade da companhia.

Por Karen Freifeld

(Reuters) - Autoridades dos EUA aprovaram pedidos de licença no valor de centenas de milhões de dólares para a Huawei, hoje numa lista negra, para comprar chips para o seu negócio de componentes automotivos, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

Maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, a Huawei foi atingida por embargos comerciais impostos pelo governo Trump à venda de chips e outros componentes usados em equipamentos de rede e smartphones. O governo Biden tem reforçado a linha contra a Huawei, negando licenças à venda de chips para uso em seus dispositivos 5G.

Mas nos últimos meses, fontes a par do processo disseram à Reuters que os EUA autorizaram fornecedores a venderem chips à Huawei para componentes de veículos como telas de vídeo e sensores. As aprovações vêm no momento em que a Huawei direciona seus negócios para itens menos suscetíveis a embargos dos EUA.

Chips automotivos não são considerados sofisticados, o que facilita a aprovação. Uma pessoa próxima às aprovações disse que o governo está concedendo licenças a chips em veículos que possam ter outros componentes com capacidade 5G.

Questionado sobre as licenças automotivas, um porta-voz do Departamento de Comércio dos EUA disse que o governo continua aplicando políticas de licenças para "restringir o acesso da Huawei a commodities, softwares ou tecnologia para atividades que possam ferir a segurança nacional dos EUA e seus interesses em política externa".

O Departamento do Comércio é proibido de divulgar aprovações ou reprovações de licenças, acrescentou a pessoa.

Uma porta-voz da Huawei se recusou a comentar sobre as licenças, mas disse: 'Estamos nos posicionando como uma nova fornecedora de componentes para veículos inteligentes conectados, e nosso objetivo é ajudar OEMs (fabricantes) de carros a construir veículos melhores".

Após colocar a Huawei numa lista negra do Departamento de Comércio em 2019, proibindo vendas de bens e tecnologia norte-americanos à empresa sem licenças especiais, no ano passado os EUA aumentaram as restrições para limitar as vendas de chips feitas no exterior com equipamentos do país. Também fez campanha para aliados excluírem a Huawei de suas redes 5G, alegando risco de espionagem. A Huawei nega participar dessas atividades.

Richard Barnett, diretor de marketing de uma consultoria global de eletrônicos chamada Supply Frame, afirmou que a Huawei está nos primeiros estágios de uma tentativa de investimento de 5 trilhões de dólares no mercado automotivo que tem grande potencial de crescimento dentro e fora da China.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AAP

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