EUA destacam ao Itamaraty necessidade de 'resposta forte e unida' a agressão russa na Ucrânia

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 09.04.2021 - O ministro das Relações Exteriores, Carlos França. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
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FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Em conversa nesta segunda-feira (10) entre o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, o americano compartilhou a necessidade de uma resposta forte e unida contra uma eventual ofensiva russa na Ucrânia.

A crise no país europeu vem escalando desde o fim do ano passado, quando Moscou deslocou mais de 100 mil soldados e armamentos para regiões próximas da fronteira, levando à acusação de Washington e da Otan, a aliança militar ocidental, de que pretendia invadir a Ucrânia.

Ainda em dezembro, o presidente da Rússia Vladimir Putin emitiu um ultimato no qual quer um compromisso da Otan de retirar tropas de países ex-comunistas e de se expandir, englobando antigas repúblicas soviéticas como Ucrânia, Geórgia ou Moldova.

Em resposta, os EUA têm se movimentado com aliados, e o presidente Joe Biden conversou também com Putin. Além disso, nesta segunda houve a primeira reunião de delegações diplomáticas russas e americanas para discutir a crise, que acabou como previsto, sem avanços.

A crise europeia fez parte, então, das prioridades compartilhadas entre Blinken e França durante telefonema, segundo comunicado do Departamento de Estado dos EUA. O secretário americano também valorizou a decisão do Brasil de doar vacinas contra a Covid-19 a países latino-americanos e africanos. A decisão de repassar 30 milhões de doses ao Covax Facility foi divulgada em dezembro do ano passado.

O texto destaca ainda que o responsável pela diplomacia americana ressaltou a oportunidade de trabalhar com o país no Conselho de Segurança, já que o Brasil voltou a ter assento no fórum para um mandato de dois anos como membro não permanente.

Segundo disse ao jornal Folha de S.Paulo o embaixador Ronaldo Costa Filho, chefe da missão brasileira na ONU em Nova York, o país planeja usar o assento para debater questões relacionadas à América Latina, com foco em Haiti e Colômbia, e se dedicar à frente de trabalho envolvendo conflitos na África, "em busca de soluções mais ágeis e que ouçam todos os lados envolvidos".

Em paralelo, o diplomata prevê manter o pleito de reforma do órgão —que há tempos é alvo de questionamentos sobre sua capacidade concreta de ação para a manutenção da paz. EUA e Rússia, protagonistas na crise ucraniana, são membros permanentes, como direito a veto.

Ainda de acordo com o comunicado do Departamento de Estado sobre a conversa com França, Blinken também discutiu planos para um diálogo bilateral entre autoridades de alto nível —Biden e o presidente Jair Bolsonaro nunca se falaram diretamente— e abordou a situação da segurança no Haiti, que classificou como terrível.​

O país caribenho enfrenta uma série de crises políticas, econômicas e sociais. Em julho, o assassinato do então presidente Jovenel Moïse provocou protestos, com desabastecimento de suprimentos e casos de violência nas ruas. O crime, atribuído a mercenários, resultou na prisão de 48 pessoas, incluindo 18 colombianos e dois americanos de origem haitiana.

Além disso, a situação social do país foi agravada devido a um terremoto de magnitude 7,2, em 14 de agosto. O tremor deixou mais de 2.200 pessoas mortas e cerca de 130 mil casas danificadas. O Brasil tem ligação com o país por ter liderado a Missão de Paz da ONU.

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