EUA destacam medidas 'sem precedentes' do México para deter migração

Esta foto de arquivo de 25 de novembro de 2018 mostra um grupo de migrantes na fronteira entre México e Estados Unidos, na altura de El Chaparral em Tijuana, Baja California

O comissário interino do Serviço de Alfândegas e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) Mark Morgan destacou nesta segunda-feira (9) as medidas sem precedentes do governo mexicano para deter o fluxo migratório na fronteira, indicando que em agosto as detenções diminuíram 22%, a 64.006 apreensões.

"O governo do México tomou medidas significativas e sem precedentes para ajudar a frear o fluxo de imigração ilegal rumo à nossa fronteira", disse Morgan durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

Em junho, o México assinou um acordo com os Estados Unidos para deter o fluxo de migrantes para viajam para o norte a partir da América Central, principalmente de Guatemala, Honduras e El Salvador.

Na semana passada, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, anunciou uma redução da imigração ilegal de 56%.

Nas vésperas da visita de Ebrard a Washington para analisar os resultados do acordo, passados os 90 dias estipulados no compromisso, os Estados Unidos anunciou que em agosto 64.006 pessoas foram apreendidas na fronteira, uma queda de 22% com relação ao mês anterior.

As autoridades americanas destacaram que estas cifras representam uma redução de 56% com relação a maio, quando o total de detidos na fronteira chegou a 144.255 apreensões, o maior número em 13 anos.

No fim de maio, Trump ameaçou impor tarifas alfandegárias progressivas ao México até chegar a 25% se o país vizinho não freasse a passagem de migrantes em situação ilegal.

"O presidente deixou muito claro que vai usar cada ferramenta que ele e seu governo tiverem à disposição para frear o fluxo de imigração ilegal rumo à nossa fronteira", afirmou Morgan que qualificou a situação como uma crise regional e disse que o "México deve fazer mais".

Em 26 de julho, Washington e Guatemala também selaram um acordo migratório.

O tratado, que segundo a Casa Branca busca transformar a Guatemala em um "terceiro país seguro", prevê que a nação centro-americana acolherá migrantes que queiram pedir asilo nos Estados Unidos, o que gerou duras críticas, já que 60% dos 17,7 milhões de guatemaltecos vivem na pobreza.