EUA determina saída de diplomatas não essenciais de Mianmar

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Parentes de Aung Ko Oo - morto enquanto protestava - se despediram em uma cerimônia em Yangon em 30 de março de 2021

Os Estados Unidos decretaram nesta terça-feira (30) a saída de seus diplomatas não essenciais de Mianmar, devido à repressão que se seguiu ao golpe de Estado que depôs, em fevereiro, o governo de Aung San Suu Kyi.

"O Departamento (de Estado) atualizou o estatuto e determinou a saída", informou em nota a diplomacia americana que, após o golpe de 1º de fevereiro, permitiu a saída voluntária do país de pessoal não indispensável a partir de 14 de fevereiro.

Um porta-voz do Departamento justificou essa decisão declarando que "a segurança dos agentes do governo, das pessoas sob sua responsabilidade e dos cidadãos americanos é a maior prioridade".

"A embaixada dos Estados Unidos em Mianmar permanecerá aberta ao público e continuará a oferecer serviços consulares limitados", disse o funcionário.

Desde o golpe, os militares que assumiram o poder lançaram uma repressão aos protestos que, segundo uma organização de ajuda aos presos políticos, deixaram cerca de 521 civis mortos.

Nesta terça-feira, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, denunciou a situação em Mianmar durante a apresentação do relatório anual de seu departamento sobre os direitos humanos no mundo.

Blinken observou que manifestantes pacíficos foram mortos, espancados e presos no país.

Nos últimos dias, os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram uma nova rodada de sanções contra a junta militar que está no poder no país asiático.

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