EUA diz que novo vírus chinês não parece ter mutado

Chegadas ao aeroporto de Los Angeles em 22 de janeiro de 2020

As autoridades de saúde dos Estados Unidos informaram nesta segunda-feira que sequenciaram o genoma de dois dos primeiros casos de coronavírus chinês nos Estados Unidos, chamado 2019-nCoV, e confirmaram que o vírus era o mesmo que o detectado na China.

Um alto funcionário dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também anunciou que os Estados Unidos mudarão em breve as regras de inspeção e detecção do vírus no país, que neste momento estão limitadas apenas a viajantes que estiveram em Wuhan, o epicentro da epidemia.

"Todas as imagens que extraímos são semelhantes às que a China publicou originalmente há algumas semanas", disse Nancy Messonnier, diretora do departamento de doenças respiratórias do CDC, durante uma teleconferência.

"Isso significa que, de acordo com a análise dos dados disponíveis no CDC, parece que o vírus não sofreu mutação", acrescentou.

Todos os passageiros que chegam em território americano de Wuhan são submetidos aos controles de chegada em cinco aeroportos americanos, mas os voos foram suspensos na cidade chinesa, o que significa que os passageiros de Wuhan chegam depois de terem feito escala em outra cidade, o que resulta em um controle cada vez menor.