EUA diz que não há acesso pleno à ajuda humanitária na região etíope de Tigré

A Etiópia precisa fazer mais para dar acesso total à ajuda humanitária na região de Tigré, onde milhões de pessoas carecem de assistência apesar dos avanços no acordo de paz, disse um funcionário dos Estados Unidos nesta quinta-feira (12).

Os rebeldes da região etíope de Tigré anunciaram na quarta-feira que haviam começado a entregar suas armas pesadas, uma parte essencial do acordo firmado em 2 de novembro e que conseguiu frear boa parte da guerra brutal que já dura dois anos na região, que permaneceu isolada.

Um funcionário do governo americano disse que houve um "progresso crescente e significativo", mas que apenas 1,5 milhão de pessoas foram beneficiadas, de um total estimado de 5,2 milhões que necessitam de assistência internacional.

"Ainda há desafios significativos. Existem travas burocráticas", acrescentou o funcionário americano, que pediu anonimato. "Simplesmente, sequer se aproxima da ajuda sem obstáculos que necessitamos".

Os voos à região de Tigré foram retomados em dezembro, após 18 meses. Mas o funcionário americano assinalou que é necessário mais progresso no restabelecimento do comércio, incluindo serviços bancários e fornecimento de combustíveis.

O conflito, que - segundo os Estados Unidos - envolveu uma limpeza étnica, explodiu no fim de 2020, quando a Frente Popular de Libertação de Tigré, antes dominante na política do país, atacou quartéis das forças militares federais.

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