EUA diz que vai liderar transição energética com propostas 'irresistíveis'

A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, afirmou nesta quarta-feira (8) que seu país liderará a transição energética de combustíveis fósseis para renováveis, com condições "irresistíveis" para investimentos em projetos do setor.

"Trata-se de abrir novas janelas de oportunidade. O presidente [Joe] Biden passou os últimos dois anos garantindo que essas janelas estejam completamente abertas. Sob sua liderança, os Estados Unidos serão líderes mundiais nessas transições", declarou Granholm.

A funcionária, que participa da cúpula de energia CERAWeek na cidade do Texas, disse que seu país deve acelerar seus processos. "Não deveria levar mais de uma década, por exemplo, para obter permissões para um projeto de transmissão em terras federais", disse.

Lembrou que o governo lançou um plano de investimento em infraestrutura em 2021, seguido pela Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês), que prioriza a transição energética.

Esses dois pacotes legislativos somam um total de cerca de 500 bilhões de dólares em subsídios, empréstimos e incentivos fiscais para acelerar o desenvolvimento de energias renováveis, tecnologias de neutralização de carbono e infraestrutura de armazenamento e transporte.

"O governo Biden-Harris tornou os Estados Unidos o panorama de investimento mais atraente para novas tecnologias de energia e descarbonização (...) Isso torna os Estados Unidos irresistíveis, irresistíveis" para o investimento estrangeiro, enfatizou Granholm.

Na Europa, algumas autoridades expressaram reservas em relação à IRA, pois acreditam que ela poderia estar penalizando outros países e regiões ao subsidiar massivamente a transição energética.

"As empresas (europeias) adoram" as medidas americanas, enquanto "os governos nem tanto", brincou a secretária de Energia.

Pedimos que "façam o mesmo incentivando a produção de energia limpa em seus países", continuou, e disse que se tratava de uma "competição amigável" e não do início de uma "guerra comercial".

No ano passado, nos primeiros dias da invasão russa à Ucrânia, Granholm compareceu à CERAWeek, onde instou publicamente o setor de petróleo e gás a aumentar a produção.

Nesta quarta, disse estar satisfeita com o aumento dos volumes produzidos no ano passado nos Estados Unidos e com as perspectivas de crescimento em 2023.

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