EUA dizem que 'apoiam o povo' após proibição de protestos em Mianmar

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Em Bangcoc, manifestantes queimam imagem do general e do chefe das Forças Armadas, Ming Aung Hlaing, em protesto contra o golpe de Estado de Mianmar, em 3 de fevereiro de 2021

Os Estados Unidos se solidarizaram com o povo de Mianmar nesta segunda-feira (8), depois que o governo restringiu as manifestações e disse que seus pedidos para se encontrar com a líder civil deposta Aung San Suu Kyi foram negados.

"Apoiamos o povo de Burma e apoiamos seu direito de se reunir pacificamente, inclusive protestar pacificamente em apoio ao governo democraticamente eleito", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, usando o antigo nome em inglês de Mianmar.

"Estamos certamente muito preocupados com os anúncios recentes dos militares a fim de restringir as reuniões públicas", afirmou ele a repórteres.

Os militares que depuseram Aung San Suu Kyi proibiram reuniões de mais de cinco pessoas e impuseram toque de recolher noturno em várias áreas do país, incluindo Rangun, sua maior cidade.

O novo chefe da junta militar, Min Aung Hlaing, apareceu na televisão pela primeira vez desde o golpe da semana passada, prometendo convocar "eleições livres e justas".

"Isso não é possível", declarou Price sobre a promessa. "Temos sido muito claros sobre nosso posicionamento. Apoiamos os representantes devidamente eleitos" de Mianmar, disse ele.

Price observou que Washington não conseguiu falar com Aung San Suu Kyi, a líder deposta e presa, que já ganhou um Prêmio Nobel da Paz.

"Fizemos esforços para nos comunicar com Aung San Suu Kyi, formal e informalmente", acrescentou. Esses pedidos "foram negados".

Ele também apelou à China, um parceiro de longa data dos militares birmaneses, para se juntar às grandes democracias que condenam o golpe.

O presidente Joe Biden ameaçou impor novas sanções à Mianmar, a menos que o regime militar ceda o poder.

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