Cresce o escândalo por motores adulterados da Volkswagen nos EUA

Agência Ambiental dos Estados Unidos acusa a montadora alemã Volkswagen também instalou dispositivos para driblar os controle de poluição em motores diesel mais potentes dos modelos Audi e Porsche (AFP)

A montadora alemã Volkswagen também instalou dispositivos para driblar os controle de poluição em motores diesel mais potentes dos modelos Audi e Porsche, anunciou nesta segunda-feira a Agência Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A fabricante nega a nova acusação.

"A VW não cumpriu novamente com suas obrigações de se ajustar às leis que protegem a qualidade do ar respirado pelos americanos", afirmou Cynthia Giles, citada pela EPA no comunicado.

A Volkswagen, entretanto, desmentiu a existência do 'software' fraudulento em seus motores a diesel V6 de três litros de cilindrada.

"A Volkswagen ressalta que nenhum programa foi instalado em seus diesel três litros V6 para modificar de maneira inapropriada os controles de poluição", afirmou em comunicado a fabricante alemã.

Até agora, a investigação sobre este tema contra a Volkswagen envolvia motores de dois litros de cilindrada em automóveis de médio porte: VW Jetta, Jetta Sportwagen, Beetle, Audi A3, Golf e Passat, modelos de 2009 a 2015.

Mas, segundo este novo anúncio, os dispositivos também foram instalados em motores de três litros de cilindrada dos modelos Audi A6, A7, A8, Q5 e Porsche Cayenne, assim como nos Volkswagen Touareg, indicou o comunicado.

Estes motores foram instalados em modelos de 2014 até 2016, afirmou a mesma fonte.

"Temos provas flagrantes de violações às normas", acrescentou Giles em uma teleconferência. "As investigações continuam", garante a EPA.

O escândalo dos motores adulterados da Volkswagen foi revelado em setembro, quando a empresa admitiu ter instalado nos motores de 11 milhões de veículos diesel um programa informático para alterar os resultados dos testes de poluição.

- Problema de saúde pública -

"Trata-se de um problema muito grave de saúde pública", comentou Richard Corey, da agência de proteção do meio ambiente da Califórnia (Carb).

Sgundo a agência, há 10.000 novos automóveis implicados, embora não tenha especificado o número exato. Seus motores deixam "até nove vezes mais" óxido de nitrogênio (NOx) no ar do que o autorizado pelas normas nos Estados Unidos, afirmou a EPA, que lembrou que o NOx é responsável por graves doenças respiratórias.

Os novos softwares para falsificar os dados de emissões poluentes dos motores a diesel foram descobertos "graças a testes", disse Giles.

Até agora, não houve um recall formal dos automóveis dos modelos implicados, informou a EPA.

"Temos que garantir que as medidas tomadas pela empresa para consertar seus automóveis serão apropriadas", afirmou Janet McCabe, outra funcionária da EPA.

Os testes realizados desde o início do escândalo até agora não incriminaram outras fabricantes, comentou.

A EPA disse que tema das punições à Volkswagen -que teoricamente pode chegar a 18 bilhões de dólares- só será abordado ao final da investigação.

As revelações anteriores dos motores adulterados da empresa alemã lhe valeram a abertura de processos judiciais em vários países e provocaram uma queda da metade de sua capitalização na Bolsa.

O escândalo da Volkswagen, que comercializa 12 marcas e que foi líder mundial do setor no primeiro semestre de 2015 antes de perder sua posição para a Toyota, pode também ter consequências no conjunto da economia alemã e no prestígio dos produtos do país.

A montadora alemã Volkswagen também instalou dispositivos para driblar os controle de poluição em motores diesel mais potentes dos modelos Audi e Porsche, anunciou nesta segunda-feira a Agência Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A fabricante nega a nova acusação.

"A VW não cumpriu novamente com suas obrigações de se ajustar às leis que protegem a qualidade do ar respirado pelos americanos", afirmou Cynthia Giles, citada pela EPA no comunicado.

A Volkswagen, entretanto, desmentiu a existência do 'software' fraudulento em seus motores a diesel V6 de três litros de cilindrada.

"A Volkswagen ressalta que nenhum programa foi instalado em seus diesel três litros V6 para modificar de maneira inapropriada os controles de poluição", afirmou em comunicado a fabricante alemã.

Até agora, a investigação sobre este tema contra a Volkswagen envolvia motores de dois litros de cilindrada em automóveis de médio porte: VW Jetta, Jetta Sportwagen, Beetle, Audi A3, Golf e Passat, modelos de 2009 a 2015.

Mas, segundo este novo anúncio, os dispositivos também foram instalados em motores de três litros de cilindrada dos modelos Audi A6, A7, A8, Q5 e Porsche Cayenne, assim como nos Volkswagen Touareg, indicou o comunicado.

Estes motores foram instalados em modelos de 2014 até 2016, afirmou a mesma fonte.

"Temos provas flagrantes de violações às normas", acrescentou Giles em uma teleconferência. "As investigações continuam", garante a EPA.

Pela primeira vez associada ao escândalo, a Porsche se declarou "surpresa" pelas acusações. "Até esta notificação, todas as informações demonstraram que a Porsche Cayenne respeita totalmente as normas", disse a filial americana do grupo.

O escândalo dos motores adulterados da Volkswagen foi revelado em setembro, quando a empresa admitiu ter instalado nos motores de 11 milhões de veículos diesel um programa informático para alterar os resultados dos testes de poluição.

- Problema de saúde pública -

"Trata-se de um problema muito grave de saúde pública", comentou Richard Corey, da agência de proteção do meio ambiente da Califórnia (Carb).

Sgundo a agência, há 10.000 novos automóveis implicados, embora não tenha especificado o número exato. Seus motores deixam "até nove vezes mais" óxido de nitrogênio (NOx) no ar do que o autorizado pelas normas nos Estados Unidos, afirmou a EPA, que lembrou que o NOx é responsável por graves doenças respiratórias.

Os novos softwares para falsificar os dados de emissões poluentes dos motores a diesel foram descobertos "graças a testes", disse Giles.

Até agora, não houve um recall formal dos automóveis dos modelos implicados, informou a EPA.

"Temos que garantir que as medidas tomadas pela empresa para consertar seus automóveis serão apropriadas", afirmou Janet McCabe, outra funcionária da EPA.

Os testes realizados desde o início do escândalo até agora não incriminaram outras fabricantes, comentou.

A EPA disse que tema das punições à Volkswagen -que teoricamente pode chegar a 18 bilhões de dólares- só será abordado ao final da investigação.

As revelações anteriores dos motores adulterados da empresa alemã lhe valeram a abertura de processos judiciais em vários países e provocaram uma queda da metade de sua capitalização na Bolsa.

Vários funcionários da Câmara de Representantes se mostraram bastante surpresos. "Onde vai parar a fraude da VW?", questionaram quatro republicanos e democratas em um comunicado comum. "É hora de a Volkswagen dizer a verdade".

O escândalo da Volkswagen, que comercializa 12 marcas e que foi líder mundial do setor no primeiro semestre de 2015 antes de perder sua posição para a Toyota, pode também ter consequências no conjunto da economia alemã e no prestígio dos produtos do país.

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