EUA e aliados impõem novas sanções contra junta de Mianmar

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Manifestantes marcham em protesto contra o golpe militar, em Dawei

Por Daphne Psaledakis e Simon Lewis

WASHINGTON (Reuters) - Estados Unidos, Reino Unido e Canadá impuseram novas sanções à junta de Mianmar nesta segunda-feira, aumentando a pressão sobre os militares com a série mais recente de ações punitivas desde que esta tomou o poder com um golpe em 1º de fevereiro.

Os EUA visaram o Conselho Administrativo Estatal (SAC) governante e 13 autoridades, congelando quaisquer ativos listados nos EUA e proibindo de maneira geral que norte-americanos negociem com eles.

O Canadá disse ter imposto sanções adicionais a indivíduos e entidades ligados às Forças Armadas de Mianmar, enquanto o Reino Unido anunciou sanções contra a Mianmar Gems Enterprise, empresa estatal incluída em sanções norte-americanas anteriores.

O país do sudeste asiático, também conhecido como Burma, está em crise desde que os militares depuseram o governo eleito de Aung San Suu Kyi, e testemunha protestos quase diários e uma repressão da junta que já deixou centenas de mortos.

Nações ocidentais lideram as críticas à junta e aplicam sanções limitadas. As alegações da junta sobre irregularidades em uma eleição vencida pelo partido de Suu Kyi em novembro foram rejeitadas pela comissão eleitoral.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que a junta não fez nenhuma tentativa de reconduzir Mianmar para a democracia, e pediu que todos os países cogitem medidas, como embargos de armas e o fim da cooperação comercial, com entidades de posse dos militares.

O Departamento do Tesouro dos EUA acusa o SAC de ter sido criado pelos militares de Mianmar para apoiar sua "deposição ilegal do governo civil eleito democraticamente".

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

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