EUA e Canadá reeditam semifinal de Tóquio na decisão da Concacaf que dá vaga direta aos Jogos de Paris

Num passado recente, uma final entre Estados Unidos e Canadá entre as mulheres era aposta certa no título das americanas. Em 10 edições da competição da Concacaf, a tetracampeã mundial venceu oito — as canadenses só levaram o título quando o rival foi a seleção mexicana, em 1998 e 2010. Mas as forças na América do Norte se reequilibraram recentemente e a decisão desta segunda-feira do Campeonato Feminino, às 23h (horário de Brasília), no México, não tem uma clara favorita.

Com seu jogo tático, o Canadá não fez uma competição brilhante até aqui, mas chega à final com o moral dado pelo inédito título olímpico em Tóquio no ano passado. E ouro veio em uma campanha surpreendente do time que derrubou as atuais campeãs do mundo na semifinal por 1 a 0. Comandadas por Bev Priestman, as canadenses mostraram que vão tentar a vaga direta aos Jogos de Paris-2024 dada à vencedora da competição continental — em setembro de 2023, a vice-campeã e a terceira colocada participarão de um pré-olímpico.

Em processo de reformulação pelas mãos do técnico Vlatko Andonovski, as americanas também não passaram o trator nas adversárias, mas estão sem sofrer um gol há 32 partidas. Alex Morgan e Megan Rapinoe ainda estão lá, mas já passando o bastão para Mallory Pugh, Midge Purce, Trinity Rodman e Naomi Girma. A aposta do treinador é justamente nessa mescla, mas, na final, o peso da experiência pode ser o ponto de desequilíbrio diante do Canadá.

As duas seleções já estão garantidas na Copa do Mundo de 2023 na Austrália e Nova Zelândia. Costa Rica e Jamaica, que disputam o terceiro lugar, também confirmaram a vaga no mundial.

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