EUA e Colômbia conversam sobre plano de paz e direitos humanos

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(27 jan) O novo secretário de Estado americano, Antony Blinken

O chefe da diplomacia americana conversou nesta sexta-feira com a colega da Colômbia e expressou à mesma a promessa de que o novo governo democrata irá "colaborar para estender os benefícios" do acordo de paz e garantir o respeito aos direitos humanos.

Antony Blinken, confirmado no cargo esta semana, manifestou a Claudia Blum o apreço de seu país pela aliança de longa data entre ambas as nações, informou o Departamento de Estado. "O secretário expressou o firme apoio dos Estados Unidos ao processo de paz na Colômbia e prometeu colaborar estreitamente com o governo colombiano para estender os benefícios da paz a todo aquele país e garantir a proteção aos direitos humanos."

A Colômbia, que assinou em 2016 um acordo de paz histórico com a guerrilha das Farc, encerrando décadas de guerra, registrou o pior começo de ano desde então devido a um surto de violência. Blinken disse que espera prosseguir com a cooperação para "promover a democracia no hemisfério", e ambos conversaram sobre o compromisso conjunto visando a restaurar a democracia na Venezuela.

Claudia Blum, por sua vez, destacou em comunicado "os esforços da Colômbia no atendimento à migração" proveniente da Venezuela, país com o qual Bogotá não mantém relações diplomáticas, apesar de ambos compartilharem uma fronteira de 2.200 km.

Cerca de 1,7 milhão dos 5 milhões de venezuelanos que fugiram desde 2015 da crise econômica na outrora rica nação petroleira vivem na Colômbia, segundo a autoridade migratória.

Outro tema importante foi a luta contra o narcotráfico e o crime transnacional, que ameaça a segurança da região. A associação entre Estados Unidos e Colômbia "é uma fonte de fortaleza e nossa base para lutar contra narcotraficantes e grupos criminosos", tuitou em espanhol o Departamento de Estado americano.

an/yow/lb