EUA e Europa acusam Rússia de travar solução para conflito na Ucrânia

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Um soldado ucraniano em frente às ruínas de uma zona industrial na linha de frente com separatistas pró-russos, 13 de setembro de 2018 em Avdiivka, perto de Donetsk.

Os Estados Unidos e a Europa acusaram nesta quinta-feira (11) a Rússia de bloquear qualquer solução para o conflito no leste da Ucrânia.

As declarações foram feitas durante uma videoconferência do Conselho de Segurança da ONU convocada por Moscou para marcar o sexto aniversário dos chamados acordos de Minsk II, assinados em fevereiro de 2015 para encerrar a guerra na região do Donbass.

"A Rússia deve cessar imediatamente sua agressão no leste da Ucrânia e acabar com a ocupação da Crimeia", disse o diplomata americano Rodney Hunter.

"Pedimos à Rússia que retire suas forças da Ucrânia, cesse seu apoio a seus representantes e outros grupos armados e implemente todos os compromissos assumidos sob os acordos de Minsk".

Os membros europeus do Conselho de Segurança, assim como a Alemanha, que juntamente com a França co-patrocinou os acordos de Minsk entre Moscou e Kiev, emitiram uma declaração conjunta condenando a instabilidade em curso nas regiões de Donetsk e Luhansk.

"Ao usar a força contra a integridade territorial e a soberania da Ucrânia, a Rússia está claramente violando os princípios fundamentais do direito internacional", afirma o comunicado.

Desde 2014, a Ucrânia está envolvida em uma guerra com separatistas pró-russos, um conflito precedido pela anexação russa da península da Crimeia.

A guerra causou mais de 13.000 mortes e quase 1,5 milhão de deslocados desde sua eclosão.

Os acordos de paz assinados em Minsk em 2015 permitiram uma redução considerável da violência, mas a resolução política do conflito não avançou desde então.

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