EUA e Europa instam que Rússia acabe com violência sexual na Ucrânia

Os Estados Unidos e a Europa pediram nesta segunda-feira (6) que a Rússia ponha fim na suposta violência sexual perpetrada pelas suas forças militares na Ucrânia, acusação que Moscou nega, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU organizada pela Albânia.

"A Rússia deve tomar medidas para que seu exército e seus combatentes respeitem" a resolução 1820 da ONU sobre a violência sexual, adotada em 2008, que proíbe transformar essas práticas em arma de guerra, declarou a embaixadora american, Linda Thomas-Greenfield.

"Cabe à Rússia acabar com as violações e as atrocidades perpetradas por seus soldados. Cabe a Rússia pôr fim a essa guerra atroz, não provocada, contra o pov ucraniano", insistiu.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também denunciou as "atrocidades" cometidas pela Rússia. "Esses crimes serão punidos", "precisamos de provas" e "estamos ajudando a coletá-las", disse.

Denunciou também que Moscou é o "único com responsabilidade" pela crise alimentar provocada pela guerra, o que provocou a saída do embaixador de Moscou na ONU, Vassily Nebenzia, da sala. Ele foi substituído por um vice.

Antes, o diplomata russo havia classificado como "mentiras" os abusos sexuais dos quais as forças armadas russas são acusadas.

"As acusações de violência sexual contra o exército russo se repetem (...) mas não apresentaram nenhuma prova", disse Nebenzia. "Sejam mais prudentes porque não há nenhuma prova das acusações de Kiev", disse aos ocidentais.

O embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya, também acusou o exército russo de violência sexual em seu país, e Moscou de querer ocultá-lo, antes de pedir uma solução "à ocupação da Rússia de uma cadeira permanente soviética" no Conselho de Segurança. "O quanto antes, melhor", disse já que "precisamos de um Conselho confiável".

Outros membros do Conselho denunciaram que violência sexual pode constituir crimes de guerra, segundo o direito internacional. A China pediu que qualquer denuncia seja objeto de uma investigação.

Após apontar que "as mulheres constituem a maioria das supostas vítimas", Pramila Patten, representante especial do Conselho de Segurança para a violência sexual nos conflitos, pediu "cuidas para que as anistias aos crimes de violência sexual sejam explicitamente proibidas" em qualquer acordo de paz eventual e futuro.

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