EUA e Japão treinam com aviões de guerra em área de interesse da China

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos e o Japão realizaram exercícios militares conjuntos com 52 aviões de guerra ao longo das últimas duas semanas em uma área de interesse e influência da China. A conclusão dos treinos foi confirmada pela Força Aérea de Autodefesa do Japão na quinta (14).

Feitos nos dias 6, 11 e 12 de julho, o exercício foi realizado para "melhorar as capacidades de dissuasão e resposta da aliança Japão-EUA", disse o comunicado japonês, nos céus do Mar do Japão, do Oceano Pacífico e do Mar da China Oriental.

Segundo a CNN, a Força Aérea dos EUA não comentou imediatamente os exercícios desta semana, mas haviam confirmado no mês passado ter enviado 12 caças F-22 da Guarda Aérea Nacional do Havaí para a Base Aérea de Kadena, em Okinawa. A mesma quantidade de caças foi utilizada no treinamento com os japoneses.

No dia 13 de julho, os dois países também conduziram exercícios conjuntos com suas forças marítimas nas Ilhas Nansei, território japonês mais próximo de Taiwan — província chinesa cuja região tem visto uma tensão crescente por parte dos embates entre Pequim e países ocidentais que apoiam o governo da ilha.

No começo do mês, o Japão protestou depois que um navio chinês navegou perto de ilhas no Mar da China Oriental administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim. Um navio militar russo também foi avistado na mesma área naquele dia, segundo vários meios de comunicação japoneses que citaram fontes do ministério da Defesa do Japão.

No final de maio, bombardeiros chineses e russos voaram juntos perto do Japão, o que foi encarado como uma provocação por Tóquio. O país sediou recentemente uma cúpula do "Quad", uma aliança informal entre Estados Unidos, Japão, Índia e Austrália, com foco em contra-atacar a influência da China na região Ásia-Pacífico.

Além disso, a China disse ter expulsado nessa semana um destróier dos Estados Unidos que navegou perto das disputadas Ilhas Paracel, no Mar do Sul da China, dizendo que a embarcação entrou de forma "ilegal" no território.

Os EUA realizam regularmente o que chamam de Operações de Liberdade de Navegação no Mar do Sul da China, desafiando o que dizem ser restrições à passagem impostas pela China e outros reclamantes.

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