EUA e México concordam em fechar parcialmente fronteiras para conter avanço do coronavírus

O Globo e agências internacionais

WASHINGTON — Estados Unidos e México concordaram nesta sexta-feira em restringir viagens não essenciais através de suas fronteiras, em um esforço para limitar a propagação do novo coronavírus.

Em discurso na Casa Branca, o presidente Donald Trump anunciou que seu governo invocaria o Ato de Produção de Defesa, uma lei dos anos 1950, para impedir que imigrantes de qualquer fronteira entrassem nos Estados Unidos ilegalmente, afirmando que imigração ameaça "criar uma tempestade perfeita" em combinação com o vírus.

O ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, confirmou que as duas nações concordaram em um plano que proíbe as viagens recreativas e de turismo, semelhante às restrições na fronteira entre os EUA e o Canadá que já vigoram. Não estão proibidas viagens a trabalho.

Cerca de 3 milhões de veículos pessoais atravessavam legalmente todos os meses a fronteira entre San Diego, na Califórnia e a cidade mexicana de Tijuana, de acordo com dados do Departamento de Transporte dos EUA.

Durante a entrevista Trump ainda afirmou que não considera ser necessário decretar bloqueio nacional.