EUA e Rússia mantêm discussões 'úteis', mas sem resultados, diz diplomata

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A vice-secretária de Esado americano para assuntos políticos, Victoria Nuland, deixa a sede do ministério russo das Relações Exteriores, em Moscou, 12 de outubro de 2021 (AFP/Alexander NEMENOV)

A Rússia considerou "úteis" as conversas celebradas nesta terça-feira (12), em Moscou, entre altos funcionários russos e americanos, embora não tenham concretizado nenhum avanço.

"Nossas posições não são conciliáveis. Os americanos não escutam nossa lógica, nossas demandas. Mas a conversa, no entanto, foi útil", disse o vice-chanceler, Serguei Riabkov, citado pela agência de notícias russa Ria Novosti.

Riabkov se reuniu com a número três da diplomacia americana, Victoria Nuland, a quem a Rússia permitiu a entrada em Moscou por três dias para conversar com funcionários russos, apesar de ter seu nome incluído em uma lista de pessoas não autorizadas e ingressar no país.

Em troca, Washington concedeu visto a um alto diplomata russo, encarregado dos diálogos de desarmamento, Konstantin Vorontsov.

A chancelaria russa disse ter advertido Nuland que "as ações hostis antirrussas não ficariam sem resposta", embora tenha negado que Moscou "busque uma nova escalada".

A representante americana foi informada que se Washington não mudasse de atitude com a Rússia, haveria uma "nova degradação das relações", segundo um comunicado.

Um dos principais temas debatidos nesta terça foi o dos vistos e o trabalho consular, bruscamente interrompido após várias ondas de deportações cruzadas de diplomatas, destacou Riabkov.

O assunto foi apresentado "muito francamente" a Victoria Nuland, mas a situação "não melhorou", acrescentou.

Nuland, por sua vez, disse que o tema principal das discussões seria a instauração de relações "estáveis e previsíveis" entre os dois países.

"Estou feliz de estar de novo na Rússia para me ocupar das nossas relações bilaterais", declarou nesta terça, depois de se reunir com Riabkov.

"As conversas foram úteis", disse em Washington o porta-voz da diplomacia americana, Ned Price.

Ele também afirmou que a posição americana em relação ao pessoal diplomática se mantinha "firme".

"Queremos paridade em relação aos efetivos" das missões diplomáticas respectivas. "E também queremos paridade sobre o tema dos vistos", acrescentou.

Moscou e Washington têm diferenças em vários temas, como crises internacionais, casos de ingerência eleitoral, ciberataques, espionagem, etc.

Mas as duas potências estão tentando reativar o diálogo em assuntos considerados de interesse comum.

No fim de setembro, conversara em Genebra sobre paridade estratégica e controle de armamentos.

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