EUA e Suécia reforçam militarização no Mar Báltico

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - As Forças Armadas da Suécia e tropas dos Estados Unidos praticam como defender a ilha de Gotland, no Mar Báltico, e recuperá-la de um eventual invasor estrangeiro em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, a ilha havia sido desmilitarizada no início do século. A anexação da península da Crimeia, na Ucrânia, pela Rússia, em 2014, já havia motivado um reforço militar.

Fuzileiros navais dos EUA realizaram lançamentos aéreos e desembarques anfíbios em Gotland como parte de um exercício da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Mar Báltico.

Embora o exercício anual "Baltops" não seja realizado em resposta a uma ameaça específica, a edição deste ano ocorre em meio a tensões por causa da invasão russa. Cerca de 7 mil militares e 45 navios de 14 países da Otan, além da Suécia e Finlândia, participaram.

Gotland sofreu invasões estrangeiras ao longo de sua história, a mais recente em 1808, quando as forças russas a ocuparam brevemente.

FINLÂNDIA E SUÉCIA NA OTAN

A Finlândia e a Suécia oficializaram em maio seus pedidos de adesão à Otan, motivados pela invasão russa na Ucrânia.

"O pedido que vocês apresentam é um passo histórico", disse o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, em Bruxelas, ao receber a demanda formal de adesão, gesto que inicia um complexo processo de aprovação que enfrenta a resistência de um membro chave da aliança, a Turquia.

A Turquia já deixou claro que é contra a entrada dos dois países na aliança militar, em particular a Suécia, porque Estocolmo impõe sanções contra o governo de Ancara.

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