EUA e UE instam exército do Sudão a não nomear premier unilateralmente

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Foto de arquivo de Abdullah Hamdok, discursando após tomar posse como primeiro-ministro do Sudão em 21 de agosto de 2019 (AFP/Ebrahim HAMID)

Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Noruega alertaram nesta terça-feira (4) o exército do Sudão a se abster de nomear um primeiro-ministro por conta própria após a demissão, no domingo, do líder civil Abudullah Hamdok, em meio a protestos contra a junta militar.

Em uma declaração conjunta, os países estabeleceram que "não vão apoiar um primeiro-ministro ou um governo nomeado sem o envolvimento de uma ampla base de civis".

As potências ocidentais disseram que ainda acreditam na transição democrática iniciada em 2019 após protestos maciços, mas fizeram uma advertência velada aos militares.

"Na falta de avanços, tentaremos acelerar os esforços para fazer prestar contas aos atores que impedem o processo democrático", destacou o boletim conjunto, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Os países pediram a realização de eleições, fixadas no calendário de transição para 2023, e a construção de poderes legislativos e judiciais independentes.

"Ações unilaterais para nomear um novo primeiro-ministro e seu gabinete afetariam a credibilidade destas instituições e entranham o risco de mergulhar a nação em um conflito", destacaram.

"Para evitá-lo, instamos encarecidamente às partes interessadas a se comprometer com um diálogo imediato dirigido pelos sudaneses e facilitado pela comunidade internacional para abordar estas e outras questões relacionadas com a transição".

Os poderes ocidentais voltaram a manifestar seu alarme com a repressão militar dos protestos de rua.

"O direito do povo sudanês a se reunir pacificamente e expressar suas demandas tem que ser protegido", informou o comunicado.

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