EUA elogiam relatório da ONU sobre atuação da China em Xinjiang

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos elogiaram nesta quinta-feira um relatório da Organização das Nações Unidas que afirma que a China pode ter cometido crimes contra a humanidade em Xinjiang, dizendo que o documento aprofundou as preocupações de Washington sobre o que chama de genocídio contra uigures e outros grupos étnicos naquela região.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, divulgou na quarta-feira o relatório, que concluiu que a "detenção arbitrária e discriminatória" de uigures e outros muçulmanos pelo governo chinês na região ocidental do país pode constituir crimes contra a humanidade.

A China negou vigorosamente quaisquer abusos em Xinjiang e emitiu uma resposta de 131 páginas ao relatório de 48 páginas da ONU, chamando-o de "completamente ilegal e nulo". Autoridades chinesas inicialmente negaram a existência de campos de detenção, mas depois admitiram que o governo havia criado "centros de treinamento vocacional" necessários para conter o que classifica como terrorismo, separatismo e radicalismo religioso em Xinjiang.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse em comunicado que o relatório descreve com autoridade o "tratamento terrível" da China a grupos minoritários étnicos e religiosos.

"Este relatório aprofunda e reafirma nossa grave preocupação com o genocídio em curso e os crimes contra a humanidade que as autoridades do governo da RPC estão perpetrando contra os uigures, que são predominantemente muçulmanos, e membros de outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang", disse Blinken, referindo-se à República Popular da China.

(Reportagem de Michael Martina, David Brunnstrom, e Kanishka Singh em Washington)