EUA emitem novas sanções por suposta eleição fraudulenta na Venezuela

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WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos impuseram sanções nesta sexta-feira contra duas pessoas e uma empresa que, segundo o país, tiveram participação em eleições fraudulentas na Venezuela, mantendo a pressão sobre o presidente socialista Nicolás Maduro, mesmo com o mandato do presidente Donald Trump chegando ao fim.

O Departamento do Tesouro dos EUA disse que colocou na lista negra a empresa venezuelana de tecnologia biométrica Ex-Cle Soluciones Biometricas C.A., apontada como fornecedora de bens e serviços usados pelo governo de Maduro para realizar eleições parlamentares no início deste mês.

Os EUA, a União Europeia e mais de uma dezena de países latino-americanos disseram na semana passada que não reconheceriam os resultados da eleição parlamentar na Venezuela em 6 de dezembro, em que os aliados de Maduro conquistaram maioria.

"Os esforços ilegítimos do regime de Maduro para roubar as eleições na Venezuela mostram seu desprezo pelas aspirações democráticas do povo venezuelano", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado nesta sexta-feira.

"Os Estados Unidos continuam comprometidos em atingir o regime de Maduro e aqueles que apoiam seu objetivo de negar ao povo venezuelano o direito a eleições livres e justas", acrescentou.

Também foram afetados dois indivíduos que, segundo o Tesouro, agiram em nome da Ex-Cle Soluciones Biometricas C.A., o argentino-italiano Guillermo Carlos San Agustín e o venezuelano Marcos Javier Machado Requena.

A medida congela quaisquer ativos norte-americanos da empresa e das pessoas e geralmente impede que os norte-americanos negociem com eles.

(Reportagem de Daphne Psaledakis)