EUA entram em programa da OMS para intensificar combate à Covid-19

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Chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus

GENEBRA (Reuters) - Uma autoridade dos Estados Unidos disse em uma reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizada nesta terça-feira que Washington se unirá a um programa para intensificar exames, diagnósticos e vacinas contra a Covid-19, e autoridade exortaram o país a aumentar o financiamento para uma reação global à pandemia.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, saudou o anúncio, que veio na esteira da confirmação do mês passado de que os EUA sob o comando do presidente Joe Biden continuarão filiados à agência sediada em Genebra – o ex-presidente Donald Trump a criticava e suspendeu o financiamento.

"Queremos ressaltar o compromisso dos Estados Unidos com o multilateralismo e nossa causa comum de reagir a esta pandemia e melhorar a saúde pública global", disse Colin L. McIff, diretor interino do Escritório de Assuntos Globais do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

O Conselho de Facilitação virtual da OMS almeja ajudar a preencher uma lacuna de 27 bilhões de dólares no programa apoiado pela agência, chamado Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19 (ACT), que objetiva ampliar o acesso global a ferramentas de combate à Covid-19.

Antes os EUA eram observadores do ACT.

Washington, o principal doador da OMS, já prometeu 4 bilhões de dólares para a reação global à pandemia. O enviado especial da OMS para o Acelerador de ACT, Andrew Witty, ex-presidente-executivo da GlaxoSmithKline, disse que conversas sobre contribuições adicionais dos EUA estão em andamento.

O documento de uma reunião apresentou estimativas preliminares totais de quanto se espera que as grandes economias deem: entre 6 e 9 bilhões dos EUA e cerca de 2-4 bilhões do Japão e da Alemanha.

(Por John Miller, Michael Shields e Emma Farge)