EUA exige investigação 'transparente' sobre assassinato de jornalista da Al-Jazeera na Cisjordânia

Walid al-Omari, chefe do escritório da Al-Jazeera nos territórios palestinos, segura a jaqueta da veterana jornalista palestina da Al-Jazeera Shireen Abu Aqleh (Akleh), que foi morta a tiros enquanto cobria um ataque do exército israelense na Cisjordânia. Campo de refugiados de Jenin, em 11 de maio de 2022, antes de seu corpo ser transferido para o enterro de um hospital em Jenin (AFP/JAAFAR ASHTIYEH) (JAAFAR ASHTIYEH)

Os Estados Unidos exigiram uma investigação "transparente" sobre o assassinato a tiros da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, da rede Al-Jazeera, enquanto cobria uma operação do exército israelense nesta quarta-feira (11) em Jenin, na Cisjordânia ocupada, disse a embaixadora americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

"Isto deve ser investigado de maneira transparente. Encorajamos que ambas as partes participem nesta investigação para que possamos entender porque isso aconteceu", disse a embaixadora a jornalistas, antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Bósnia.

Thomas-Greenfield destacou que a "prioridade absoluta" dos Estados Unidos é "a proteção dos cidadãos e jornalistas norte-americanos", reafirmou a importância de que a imprensa possa "fazer seu trabalho sem medo" e recordou que foi entrevistada em novembro de 2021 pela jornalista assassinada, durante uma visita ao Oriente Médio.

Shireen Abu Akleh morreu com um tiro na cabeça em meio a uma operação do exército israelense em uma tensa região da Cisjordânia ocupada.

A Al Jazeera acusou as forças israelenses de matar "deliberadamente" e "a sangre frio" sua jornalista.

No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, afirmou que a repórter "provavelmente" foi vítima de disparos dos combatentes palestinos próximos ao confronto no interior de Jenin.

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