EUA fala com Honduras e El Salvador sobre causas da migração ilegal

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Migrante hondurenha carrega menino na cidade guatemalteca de El Florido em 19 de janeiro de 2021. A Guatemala devolveu a Honduras migrantes que marchavam para os Estados Unidos, depois que policiais e militares os forçaram a desistir da viagem

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, falou nesta sexta-feira (19) sobre as causas da migração ilegal com seus colegas de Honduras e El Salvador, em um momento em que o presidente americano, Joe Biden, revisa a política anti-migratória de seu antecessor, Donald Trump.

O Departamento de Estado informou que Blinken conversou por telefone em separado com o chanceler hondurenho, Lisandro Rosales, e com a chanceler salvadorenha, Alexandra Hill, a quem reiterou o interesse de Washington em reafirmar os laços com as duas nações.

"O secretário Blinken enfatizou nosso compromisso de trabalhar com Honduras para abordar os problemas estruturais que levam as pessoas a migrar: corrupção e falta de respeito aos direitos humanos, falta de oportunidades econômicas e insegurança", disse o porta-voz de Blinken, Ned Price, em um comunicado.

Na conversa com Rosales, Blinken destacou, ainda, o apoio de Washington a Tegucigalpa na resposta à pandemia de covid-19 e na recuperação da devastação causada pelos furacões Eta e Iota, em novembro passado.

O próprio secretário de Estado contou no Twitter ter falado dos temas com Rosales. Em outro tuíte, Blinken se referiu à conversa com a ministra salvadorenha das Relações Exteriores.

"Falamos da necessidade de criar um entorno mais propício para as oportunidades econômicas e reforçar a prestação de contas para reduzir a migração irregular. Os Estados Unidos apoiam um El Salvador próspero, com instituições sólidas e transparentes", escreveu.

Em um segundo comunicado, Price disse que Blinken e Hill vão analisar como uma "relação bilateral produtiva" entre os Estados Unidos e El Salvador pode ajudar os dois países a "abordar as causas fundamentais da migração irregular".

"O secretário (de Estado) também destacou que criar oportunidades econômicas, proteger e fortalecer as instituições democráticas, eliminar a corrupção e melhorar o respeito aos direitos humanos, inclusive o combate à impunidade, são essenciais para assegurar o futuro de paz e prosperidade na região", acrescentou Price.

Blinken analisou esta mesma problemática na quarta-feira em um telefonema com o chanceler guatemalteco, Pedro Brolo.

Desde 2018, milhares de centro-americanos se lançaram em caravanas maciças rumo aos Estados Unidos, principalmente do norte de Honduras, mas também de Guatemala e El Salvador, afirmando que fugiam da pobreza e da insegurança em seus países de origem.

Biden, que chegou ao poder em 20 de janeiro, comprometeu-se a atender às razões que impulsionam a migração para o território americano com um plano integral e de longo prazo e em cooperação com o México e os países centro-americanos.

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