EUA impõe novas sanções ao Irã antes da posse de Biden

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Ministro iraniano de Inteligência Mahmoud Alavi (centro à direita), em foto de março de 2019
Ministro iraniano de Inteligência Mahmoud Alavi (centro à direita), em foto de março de 2019

O governo do presidente Donald Trump sancionou uma fundação iraniana e o ministro da inteligência do país nesta quarta-feira (18), intensificando ainda mais a pressão sobre Teerã antes da posse de Joe Biden.

O Departamento do Tesouro anunciou o congelamento de qualquer participação nos Estados Unidos da Fundação dos Oprimidos, que se apresenta como uma organização de caridade que tem interesses em toda a economia iraniana, incluindo petróleo e mineração.

O Departamento do Tesouro descreveu a fundação como um "império econômico de bilhões de dólares" e uma "rede de patrocínio fundamental" do líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, operando sem supervisão do governo.

O ministro da Inteligência e Segurança do Irã, Mahmoud Alavi, também foi sancionado com base nos direitos humanos.

Os Estados Unidos afirmam que seu ministério é responsável por espancamentos e outros abusos contra presos políticos.

As últimas sanções terão efeito prático limitado, pois o governo Trump já impôs severas restrições ao Irã, incluindo a tentativa de interromper todas as suas exportações de petróleo e bloquear seu sistema financeiro.

A medida é tomada em um momento em que Teerã oferece reverter ao que foi acordado em um tratado nuclear negociado sob o ex-presidente Barack Obama se Biden suspender as sanções após assumir o cargo em 20 de janeiro.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, em uma resposta indireta, prometeu continuar a impor "consequências dolorosas" ao Irã.

"O regime iraniano busca uma repetição da experiência fracassada que suspendeu as sanções e lhe permitiu levantar enormes quantias de dinheiro em troca de modestas limitações nucleares", disse o órgão em um comunicado.

"Isso é realmente preocupante, mas ainda mais preocupante é a ideia de que os Estados Unidos devam ser vítimas dessa extorsão nuclear e abandonar suas sanções", acrescentou.

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