EUA impõe sanções a polícia de Belarus por repressão contra manifestantes

·1 minuto de leitura
Um manifestante carrega um cartaz que mostra o presidente da Bielo-Rússia, Alexander Lukashenko, e a chefe da Comissão Eleitoral Central da Bielo-Rússia, Lidiya Ermoshina, como o pôster do filme "Titanic" durante uma manifestação da oposição em Minsk, em 25 de outubro de 2020, no último dia de um ultimato dado pela oposição para seu líder homem forte em apuros renunciar após meses de protestos em massa.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (23) sanções a unidades da polícia de Belarus e a um importante funcionário de segurança pela repressão dos maciços protestos após a controversa reeleição do presidente, Alexander Lukashenko.

O Departamento do Tesouro disse que congelará qualquer ativo norte-americano e proibirá as transações com o primeiro-vice-ministro do Interior, Gennady Kazakevich, que em outubro apareceu em um vídeo ameaçando os manifestantes com armas letais.

"Estamos com o corajoso povo de Belarus e apoiamos seu direito a eleições livres e justas", disse o secretário de Estado, Mike Pompeo, denunciado os esforços que existem "para sufocar a democracia de Belarus".

O Departamento do Tesouro também impôs sanções a três corpos de segurança envolvidos na repressão, inclusive a Unidade de Polícia para Fins Especiais de Minsk, capital do país.

Os Estados Unidos impuseram previamente sanções às autoridades eleitorais acusadas de manipular as eleições de agosto, na qual Lukashenko foi declarado vencedor para um sexto mandato consecutivo.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas durante meses para reivindicar a vitória de Svetlana Tikhanovskaya. As manifestações ficaram cada vez menos concorridas por medo das prisões.

Os Estados Unidos sancionam Lukashenko, que é aliado político do presidente russo, Vladimir Putin, desde 2006.

A União Europeia adotou novas medidas contra Lukashenko e seu filho pelos últimos atos de violência, inclusive o congelamento de seus ativos e a proibição de vistos.

Pompeo visitou Belarus em janeiro e falou com Lukashenko por telefone em outubro para assegurar a libertação de um cidadão norte-americano preso.

sct/ec/dga/yo/gf/mvv