EUA impõem sanções à polícia moral do Irã por violência contra mulheres

Manifestante em Nova York segura cartaz com fotos de Mahsa Amini, que morreu sob custódia policial no Irã. REUTERS/Caitlin Ochs

Por Arshad Mohammed e Daphne Psaledakis

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos impuseram sanções à polícia moral do Irã nesta quinta-feira, acusando a instituição de abuso e violência contra as mulheres iranianas e responsabilizando-a pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, que aconteceu enquanto ela estava sob custódia policial na semana passada.

O Departamento do Tesouro dos EUA acusou a polícia moral de violar os direitos dos manifestantes pacíficos e disse que impôs sanções a sete altos funcionários militares e de segurança iranianos, incluindo o chefe das forças terrestres do exército iraniano.

"Mahsa Amini foi uma mulher corajosa cuja morte sob custódia da polícia moral foi mais um ato de brutalidade das forças de segurança do regime iraniano contra seu próprio povo", disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em comunicado.

"Condenamos este ato inescrupuloso nos termos mais fortes e pedimos ao governo iraniano que encerre sua violência contra as mulheres e sua repressão violenta e contínua à liberdade de expressão e reunião", acrescentou.

Manifestantes em Teerã e outras cidades iranianas incendiaram delegacias e veículos nesta quinta-feira, enquanto a indignação pública pela morte de Amini não mostra sinais de abrandamento, com relatos de forças de segurança sendo atacadas.

Como resultado da ação de hoje, todos os bens e interesses em propriedades daqueles designados que se enquadram na jurisdição dos EUA estão bloqueados e devem ser relatados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro (OFAC), disse o departamento.

(Reportagem de Arshad Mohammed e Daphne Psaledakis; Reportagem adicional de Doina Chiacu)