EUA incluem líder checheno em lista de violadores dos direitos Humanos

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Líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov

Os Estados Unidos incluíram nesta segunda-feira (20) o líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, em sua lista de violadores dos direitos Hhumanos por supostas torturas, execuções extrajudiciais e outros crimes.

O Departamento de Estado disse que Kadyrov, sua esposa Medni Kadyrova e suas filhas Aishat e Karina foram sancionados e estão proibidos de viajar aos Estados Unidos.

A sanção "ocorre por causa da participação de Kadyrov em graves violações aos direitos Humanos na República Chechena", declarou o secretário de Estado, Mike Pompeo, em comunicado no qual observou que essa decisão serve para "notificar Kadyrov que sua participação em violações dos direitos Humanos tem consequências".

A medida foi divulgada duas semanas depois que dois russos chechenos foram presos na Áustria por causa de um atentado fatal a um blogueiro dissidente checheno, Mamikham Umarov, em Linz.

Kadyrov culpou "serviços de segurança estrangeiros" não especificados, que estariam tentando culpá-lo.

Desde 2007, Kadyrov, um fiel aliado do presidente Vladimir Putin, lidera a Chechênia.

Ativistas dos Direitos Humanos o acusam de impedir a liberdade de expressão, e de supervisionar duras retaliações contra opositores e a comunidade LGBT. De acordo com os Estados Unidos, ele estava usando a pandemia do novo coronavírus como uma desculpa para infligir mais abusos.

O líder checheno já havia recebido sanções econômicas firmadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.

Em Moscou, um porta-voz do governo disse às agências de notícias locais que a Rússia expressaria algo em relação à ação de Washington.