EUA: isenção de vistos na mira dos republicanos

Citando os ataques em Paris, Bruxelas, Nice e Berlim, o republicano Mike Gallagher insistiu em que "a maioria dos atacantes eram cidadãos europeus"

Legisladores da maioria republicana no Congresso americano renovaram nesta quarta-feira as críticas ao programa de isenções de vistos que beneficiam grande parte da Europa, inclusive a França, com a preocupação de que extremistas islâmicos europeus possam se aproveitar.

"O Estado Islâmico e a Al Qaeda sofreram grandes perdas no Iraque e na Aísia, mas pouco a pouco, e ao ver que seu território se reduz, constatamos um êxodo de combatentes estrangeiros a seus países de origem", destacou com preocupação Michael McCaul, presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara de Representantes, em uma audiência sobre a segurança dos vistos.

Citando os ataques em Paris, Bruxelas, Nice e Berlim, o republicano Mike Gallagher insistiu em que "a maioria dos atacantes eram cidadãos europeus, é fácil imaginar que quaisquer deles possa entrar no país com um visto válido ou através do programa de isenção de visto".

"Apesar de que nosso sistema de imigração de acolhida oferece muitas vantagens, como o turismo, o comércio e os negócios, nunca se deve deixar de examinar nossos procedimentos através do prisma de um terrorista que busca explorar as brechas", acrescentou Gallagher, que chefia um grupo de trabalho "contra a entrada de terroristas nos Estados Unidos."

Atualmente, milhões de viajantes provenientes de 38 países desenvolvidos - 30 deles europeus - se beneficiam desta isenção, que permite que viajem aos Estados Unidos por 90 dias sem precisar passar pelo procedimento de tirar um visto.